Estava preocupado. Um mes e meio se passou da meia maratona do Rio e não consegui encontrar estimulo para treinar.Isso é bem comum de ocorrer após atingir certas metas. Você se prepara, se dedica a determinada prova e depois quer descansar, ou no máximo correr sem nenhuma “obrigação”, sem um objetivo específico.
O problema foi o caléndario. Tinham 2 férias muito proximas uma da outra, e resolvi que correria nas 2, no Rio no fim de agosto e em Amsterdam, no meio de outubro. Quanto ao estímulo, pensei: O que mais estimulante que outra corrida? Vai ser acabar a corrida no Rio e começar a pensar em Amsterdam..... Mas não foi assim. Mesmo sabendo da proximidade entre as corrida não consegui me animar com a preparação. Principalmente no que dizia respeito aos treinos mais longos. Esses treinos com quilometragem em geral entre 12 e 18 km, foram raros, e mesmo assim, não passaram dos 14 kms.
Mas mesmo assim, cheguei em Amsterdam. O fato de correr em uma cidade nova, com temperatura agradavel ( na casa dos 10 graus) ajudava. Mas eu não tinha treinado muito. E tinha conciencia disso. Tanto que não tracei nenhuma meta desafiante: 1h 45min estava de bom tamanho. Isso significava uma média de 5 min/km. Não chega a ser fácil (porque senão também não tem graça) não chega a ser difícil.
A meia maratona de Amsterdam acontece no mesmo dia da maratona. Entretanto, a largada da maratona é as 9 da manhã, e a da meia ocorre apenas as 13:30. Não é um horário que eu (nem a maior parte dos corredores) costume treinar, mas com a temperatura por volta dos 5 graus as 9 da manhã, acho que largar a tarde foi uma vantagem pois a temperatura na casa dos 10 graus é ideal para correr.
A meia maratona de Amsterdam é bela. Belas paisagens, bastante gente na rua incentivando, um monte de pontos com músicas que iam do reggae a música eletronica, e principalmente, um percurso em downhill. A prova é pensada para desgastar o mínimo os corredores. Então o percurso deve ter uns 15 trechos de “ladeira abaixo”,contra 2 subidas. É verdade que nehuma ladeira chega a ser ingreme, apenas o suficiente para deixar de ser plana.
Porém, isso não foi uma grande vantagem. Digo isto, porque normalmente corro no plano (ultimamente entao só na esteira, que mais plana impossível.) Então com esses downhill, que exigem força de uma musculatura diferente, associados com a minha falta de treinos (principalmente os longos) começaram a pesar a partir do km 15. Comecei a sentir uma dor na coxa direita. Virei o corpo para a esquerda para compensar essa dor. O resultado foi 3 km depois o início de uma dor na perna esquerda.
A partir deste momento, passei a correr com a experiência (sabia que algum dia ia passar a contar concientemente com essa “bagagem”já percorrida). Faltavam apenas 3 km. Era só concentrar. Mantive o ritmo no primeiro km. No Segundo acelerei. Sabia que quanto mais perto chegasse do fim, encontraria mais animação na rua e ficaria mais estimulado de chegar logo. Além disso, por incrível que pareça, nesses momentos (pelo menos para mim) é melhor aumentar o ritmo do que diminuir. A única questão é realmente saber dosar essa aceleração para não faltar gás no final.
Agora só falta um. Esse sempre é o melhor momento das corridas, principalmente as difíceis. Você chega nesse ponto tão motivado e tão certo da chegada, que você acelera mais ainda. No caso de Amsterdam, isso se torna mais evidente, devido a chegada ser dentro do estádio olímpico. Os últimos 250m são feitos na pista de atletismo, como na maratona olimpica.
Cruzei a linha de chegada com 1h 41min e 25, bem abaixo dos 1h 45 almejados.Quando paro sinto dores nas pernas. Tudo bem, vou passar 3 dias mancando e andando todo torto mas no quarto dia ja melhora e ja volto a treinar.
Considerando o que eu tinha treinado e os meus objetivos, a corrida foi ótima. Mas se considerar toda a “facilidade”do percurso, apoio e temperatura, fica a certeza que se eu tivesse treinado um pouco mais, poderia ter corrido até com objetivo de recorde pessoal.
A corrida é assim: Você até pode se aproveitar da sua experiência em alguns momentos, mas para obter resultado melhores tem que treinar. E treina duro. E é isso que faz a corrida ser tão divertida.
O problema foi o caléndario. Tinham 2 férias muito proximas uma da outra, e resolvi que correria nas 2, no Rio no fim de agosto e em Amsterdam, no meio de outubro. Quanto ao estímulo, pensei: O que mais estimulante que outra corrida? Vai ser acabar a corrida no Rio e começar a pensar em Amsterdam..... Mas não foi assim. Mesmo sabendo da proximidade entre as corrida não consegui me animar com a preparação. Principalmente no que dizia respeito aos treinos mais longos. Esses treinos com quilometragem em geral entre 12 e 18 km, foram raros, e mesmo assim, não passaram dos 14 kms.
Mas mesmo assim, cheguei em Amsterdam. O fato de correr em uma cidade nova, com temperatura agradavel ( na casa dos 10 graus) ajudava. Mas eu não tinha treinado muito. E tinha conciencia disso. Tanto que não tracei nenhuma meta desafiante: 1h 45min estava de bom tamanho. Isso significava uma média de 5 min/km. Não chega a ser fácil (porque senão também não tem graça) não chega a ser difícil.
A meia maratona de Amsterdam acontece no mesmo dia da maratona. Entretanto, a largada da maratona é as 9 da manhã, e a da meia ocorre apenas as 13:30. Não é um horário que eu (nem a maior parte dos corredores) costume treinar, mas com a temperatura por volta dos 5 graus as 9 da manhã, acho que largar a tarde foi uma vantagem pois a temperatura na casa dos 10 graus é ideal para correr.
A meia maratona de Amsterdam é bela. Belas paisagens, bastante gente na rua incentivando, um monte de pontos com músicas que iam do reggae a música eletronica, e principalmente, um percurso em downhill. A prova é pensada para desgastar o mínimo os corredores. Então o percurso deve ter uns 15 trechos de “ladeira abaixo”,contra 2 subidas. É verdade que nehuma ladeira chega a ser ingreme, apenas o suficiente para deixar de ser plana.
Porém, isso não foi uma grande vantagem. Digo isto, porque normalmente corro no plano (ultimamente entao só na esteira, que mais plana impossível.) Então com esses downhill, que exigem força de uma musculatura diferente, associados com a minha falta de treinos (principalmente os longos) começaram a pesar a partir do km 15. Comecei a sentir uma dor na coxa direita. Virei o corpo para a esquerda para compensar essa dor. O resultado foi 3 km depois o início de uma dor na perna esquerda.
A partir deste momento, passei a correr com a experiência (sabia que algum dia ia passar a contar concientemente com essa “bagagem”já percorrida). Faltavam apenas 3 km. Era só concentrar. Mantive o ritmo no primeiro km. No Segundo acelerei. Sabia que quanto mais perto chegasse do fim, encontraria mais animação na rua e ficaria mais estimulado de chegar logo. Além disso, por incrível que pareça, nesses momentos (pelo menos para mim) é melhor aumentar o ritmo do que diminuir. A única questão é realmente saber dosar essa aceleração para não faltar gás no final.
Agora só falta um. Esse sempre é o melhor momento das corridas, principalmente as difíceis. Você chega nesse ponto tão motivado e tão certo da chegada, que você acelera mais ainda. No caso de Amsterdam, isso se torna mais evidente, devido a chegada ser dentro do estádio olímpico. Os últimos 250m são feitos na pista de atletismo, como na maratona olimpica.
Cruzei a linha de chegada com 1h 41min e 25, bem abaixo dos 1h 45 almejados.Quando paro sinto dores nas pernas. Tudo bem, vou passar 3 dias mancando e andando todo torto mas no quarto dia ja melhora e ja volto a treinar.
Considerando o que eu tinha treinado e os meus objetivos, a corrida foi ótima. Mas se considerar toda a “facilidade”do percurso, apoio e temperatura, fica a certeza que se eu tivesse treinado um pouco mais, poderia ter corrido até com objetivo de recorde pessoal.
A corrida é assim: Você até pode se aproveitar da sua experiência em alguns momentos, mas para obter resultado melhores tem que treinar. E treina duro. E é isso que faz a corrida ser tão divertida.
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