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1/2 do RIO

Acordei na pilha!!! É hoje! É como voltar no tempo. Tudo começou aqui. Mesmo percurso da primeira prova. Toda expectativa, toda a ansiedade....só que 7 anos depois.
7 anos??? Passou muito rápido. Como uma corrida (não podia perder o trocadilho). Mas é verdade, lá se foram 7 anos daquela primeira meia. Muitos km depois muitas meias depois, aqui estou pronto para mais uma.
É bem verdade que a “preparação”, pré prova a base de churrasco e cerveja não foi das mais atléticas, mas fazer o que, afinal de contas , é férias no Rio, não tem como se evitar. Soma-se a isso uma semana de pouco sono devido a fuso horários e pronto......tem-se tudo que não se deve fazer antes de uma corrida (principalmente uma meia).
Por sorte, a corrida é baseada em um trinomio (bonito o nome). Descaso- Alimentação e Treino. Os 2 primeiros como já contei nào foram os ideais pré prova. Pelo menos na parte de treinos a dedicação foi total. Programei 4 treinos por semana por 10 semanas e completei 90% dos treinos. Apesar de grande parte ter sido feita em esteira, o que também não é o ideal, me considerava preparado para o desafio.
O dia não estava muito quente e não tinha sol, o que ajudou bastante no Rio. A largada foi naquele padrão sardinha em lata da meia do Rio. Acho que já é tradição. Muita gente, pouco espaço. Resultado: Dificuldade de imprimir um ritmo inicial. Para alguns corredores isso não é problema, pois conseguem compensar o tempo perdido depois. Não é o meu caso. Gosto de correr com um ritmo constante, essa quebra é ruim para mim. Mas faz parte da corrida, principalmente dessa. E eu já sabia disso.
Decidi correr sem Ipod. Apesar de todos os treinos na esteira serem feitos com ele, gosto de correr outdoor sem ele. Apesar de reconhecer que,com o Ipod e as músicas certas se corre mais rápido. Mas não queria correr mais rápido. Queria correr mais feliz. E foi isso que eu fiz.
Atravessei a Neymeyer e cheguei no Leblon. 4 km já se passaram....Mas assim, tão rápido. Brincam que o perigo desta meia é se desconcentrar com a beleza do percurso. É verdade. Já corri em muitos lugares dentro e fora do Brasil. A beleza e diversão do Rio são ímpares. E já se esta em copacabana com 10 km completados. Isso vai acabar muito rápido! O aterro já esta chegando, e com ele vem o calor. Nada que assuste. É só manter o ritmo.
O pior momento da prova (sempre) é quando se passa o km 16 e se ve a “chegada”. Essa esta na outra pista do aterro, mas você ainda tem que correr 2,5 km em direção ao SDU ( vai-se quase até ele) e depois mais 2,5 de volta. Ou seja, você vê a chegada mas corre para longe dela. Coisa de maluco.
Nessas horas a experiência de já ter corrido outras 3 vezes o mesmo percurso ajuda. Mantem- se a concentração, o foco,e já está chegando. Agora faltam só 3 km.
Quem foi que inventou que a distância é de 21 km ( na verdade 21,097m)? Porque não colacam um número redondo, tipo 20? De qualquer forma agora só falta um km. To quase lá. Mais uma vez.
Cruzo a linha de chegada com o tempo de 1:42:18. Um pouco acima dos 1:40 que tinha previsto, mas esses 2 minutos ficam pela cerveja, pelas noites mal dormidas, e até pela curtiçào do percurso.
Fotos e mais fotos depois estou eu pronto para mais curtição. Estou eu pronto para a próxima meia maratona. Que venha Amsterdam !!!( 16 de outubro)

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