Pular para o conteúdo principal

Golden 4 Asics Rio de Janeiro

Aconteceu por acaso. Uma semana de férias e sem saber para que destino ir. No meio da indecisão, apareceu o Rio de Janeiro, afinal de contas, nada mais fácil do que ir para casa. Entrei na internet para ver se teria alguma "provinha" para participar no Rio. Encontrei a tão falada Golden Four.
Para quem não é corredor, vou explicar: A Asics apareceu com uma proposta nova: corrida de performance. A idéia era criar uma corrida com todos os atrativos para que os participantes batessem seus recordes pessoais.E para isso, procuraram o circuito mais plano possível, a largada as 7 da manhã e postos de hidratação a cada 3 km.
A ideia era largar de São Conrado e chegar no Recreio. Ficou só na ideia. A CET RIO, empresa (i)responsável pelo tráfego no Rio de Janeiro autorizou. Três dias antes da corrida, desautorizou. Alegou que os pedestres teriam que correr no mesmo sentido dos carros.(???). Não entendi a justificativa, mas entendi o que isso significava na prática.
Saindo de São Conrado, o elevado do Joá seria "lomba abaixo" nos primeiros km. Com a mudança o elevado ficou "lomba acima" no km 17. Escutei e li muitas reclamações, mas a minha opinião é a seguinte: foi errado? Claro que que foi. Vale a pena reclamar? Não!! Corredor gosta de correr, então aproveita o lado positivo da mudança, como por exemplo ter a sombra do túnel do túnel no km 18, para de choramingar e vai lá correr!!
Foi neste espírito que cheguei no domingo de manhã no Recreio uns 20 minutos antes das 7. A largada aconteceu no horário e o dia estava perfeito: Um belo sol já nascera no horizonte, mas a temperatura ainda estava amena, na casa dos 17 graus. essa prova também marcou minha primeira prova com GPS.
Pode até parecer besteira, mas correr com o GPS faz muita diferença, principalmente em provas. A tendência normal é se soltar um pouco mais no inicio, pois você está ultrapassando um monte de corredores, a temperatura está boa, o seu desgaste é zero. Mas essa acelerada inicial normalmente tem um preço ( as vezes caro) lá na frente. Com o GPS, iniciei a prova no ritmo normal ( 4:45min/km), já no segundo km, por pura empolgação já estava muito rápido (4:25min/km). Segurei o ritmo e fui aumentado gradativamente.
Passei 10 km com o tempo de 45:54, tempo muito muito, e mais importante estava inteiro. Tão inteiro que acelerei o passo entre os km 11 e 13, para o ritmo de 4:25min/km. Depois disso, mantive um bom ritmo, até chegar a subida do Joá. Neste momento, o que mais atrapalhou, não foi a subida em si, mas a quebra de ritmo. Mas no km seguinte o ritmo já estava reestabelecido e acelerando outra vez.
E foi assim acelerando ( fiz a corrida com split negativo -- Segunda metade mais rápida que a primeira e o km que corri mais rápido foi justamente o último) que cheguei em São Conrado. Cruzei a linha de chegada em 1:37:17.
Fiquei feliz com meu desempenho, pois como disse no início, corri esta prova por acaso. Mas ficou um gostinho de que poderia ter sido melhor. Pelas condições que eu cheguei (bem, muito bem) e pelo meu estado geral durante a prova, sei que poderia ter acelerado mais em algum momento, e com isso ter feito uma prova abaixo de 1:35 ou mesmo buscado meu PR (1:33:33 Atlantic City 2008). Mas realmente não estava pensando nisto, estava pensando apenas em completar e me divertir. Imagine só quando eu resolver entrar em outra prova à sério.....

Comentários

simplifique disse…
Fernando, blz?
Vc deixou um comentario no meu blog sobre as BTTs.
Qual seu email para trocarmos uma ideia?
O meu é acruzcosta arroba gmail ponto com
abs

Postagens mais visitadas deste blog

Que Preguiça

                                                                                                      Todo fim de ano é a mesma rotina: escolhe prova para correr, começa o treinamento, aumenta o volume de treino, depois aumenta a velocidade, passa pela fase de polimento até chegar na prova alvo do ano. Com uma semana de férias em março, o ciclo de treinamento começou no final de dezembro. Desta vez escolhi usar a mesma planilha que usei em Osaka no ano passado, que tinha comprado na Internet por 10 dólares. É bem simples mas para o tempo pretendido da para o gasto. Mas o problema não é a prova, ou a planilha: o problema é o treino. Essa planilha tem algo como 55 treinos em 12 semanas. No ano passado perdi apenas 2 desses trein...

Mexico Mexico

                                                                                                                                                     Este é outro daqueles textos que deveriam ter sido escrito anos atrás, afinal este é exatamente o tipo de texto pelo qual este blog existe. A primeira vez que fui à Cidade do Mexico foi em 2006, ainda na Varig. Foi apenas um voo e não pensei em correr por lá pois na época ainda não tinha essa ideia de toda vez que vou para um lugar novo querer carimbar uma nova conquista com um treino, nem que seja curta. Fast forward para o ano de 2016. Volto ao México mas não vou para ru...

A Tal Resiliência

                          Muito falada, muito badalada, mas o que é realmente essa resiliência? Na definição pura e simples, significa ter a capacidade de se recuperar depois de uma adversidade. Em outras palavras, sair da zona de conforto e se adaptar. A resiliência pode aparecer em diversas situações ao longo da vida. Mas por se tratar de um blog de corrida, vou usar 2 exemplos meus na corrida. Meia maratona de Campinas. Já tem um texto aqui falando dela. Mas foi justamente escrevendo aquele texto que tive a ideia de fazer este. Após a meia maratona, tive um voo para Bogotá. Após um pequeno cochilo lá fui eu para o parque metropolitano Simon Bolívar. Uma rodagem de 9 KM com o ritmo bem tranquilo de 5:47 min/ km. Uma distância que percorro normalmente com um pace até abaixo do normal. Mas então, o que teve essa corrida de tão especial? O fato de ter corrido uma meia maratona no dia anterior e descansado pouco após...