Semana passada estava em Madrid e fui correr. Até ai nenhuma novidade. Fim de tarde de sábado perfeito, uns 17 graus, umidade baixa, parti com o objetivo de um longuinho de 12 km. ( Na minha definição, acima de 10 km é longo. Assim, 12 km é longuinho.)
Comecei bem. Ritmo bom, uma "lomba abaixo" e fiz o primeiro km em 5:15. Avistei um outro corredor a minha frente. Estava longe, mas estava lento. Promovi ele a ser meu coelho e parti atrás dele. Passei fácil por ele e pelo segundo km, completando este em 5:05 min/km.
A partir dai, a corrida desandou. Perdi ritmo. Continuei correndo, mas já sentindo cansaço. O resultado foi o terceiro km em 5:30 min/km. Resolvi acelerar para recuperar o tempo perdido, afinal de contas depois que comecei a usar o GPS passei a traçar melhor meus objetivos. Neste dia, o objetivo era uma corrida confortável, o que para mim seria algo como 5:10.
Completei o quarto km, pensando ter "acelerado". Olhei para o relógio: 5:45 min/km. Como assim? Era para ter sido melhor, na verdade foi pior.....MUITO PIOR. Vamos então para o quinto km, o que acaba não sendo muito diferente do quarto. Neste momento sinto que o ritmo da corrida está comprometido.
Este é um momento crucial deste treino. Como a volta do parque tem aproximadamente 6 km estou prestes a completar a primeira volta. Neste km, vários pensamentos vem à minha cabeça: Por que esse ritmo? Será que é por ter dormido pouco? ou será que pode ter sido aquele almoço à 2 horas atrás com uma cerveja? Mas a questão mais importante era a seguinte: Continuo o treino ou paro ao final desta volta? O ritmo já estava perdido. Eu estava cansado. Será que valem apenas esses km ou serão apenas as famosas junk miles?
Tomo a decisão. Vou continuar o treino. Esqueço o ritmo e decido que o resto desta corrida vai ser diferente. Vai ser pelo simples prazer de correr. Continuo correndo olhando para a paisagem, e "viajando" no pensamento. E nesta "viagem" passo a pensar no real motivo de se correr. Nós, corredores, saimos de casa para treinar sempre com um objetivo; rodagem, fartlek, longão, etc.... Pensamos no ritmo que gostariamos de manter, no tempo que queremos terminar o treino. Analisamos se aquele km foi bom ou se temos que acelerar o ritmo. Simplesmente temos o compromisso de manter a nossa planilha como planejada. E como corredores dedicados, fazemos o possível para ser sempre melhor.
Mas, e no dia que algo dá errado? E quando o corpo não responde? Bom, nestes dias, o melhor a fazer é aceitar que isso faz parte da corrida e continuar a correr, para completar a distância objetivo, e aproveitar a "oportunidade" para se conhecer melhor, ver como seu corpo reage à situação, mas principalmente como a sua mente reage à esta mudança de planos.
Outro "aprendizado" deste treino foi o seguinte: Logicamente que correndo num pace bem abaixo do normal, o cansaço aeróbico foi muito pequeno. Em compensação o desgaste físico por correr fora da sua "zona" foi tremendo. Terminei o treino dolorido como se tivesse participado de uma meia maratona em ritmo forte. Interessante e desafiante.
O resultado desta corrida foi um treino de 12 km completado em 1 hora e 6 minutos, pace de 5:30 min/km. Se pensarmos que o objetivo era de 1 hora e 2 minutos( pace 5:10 min/km), não foi tão ruim assim. Agora se pensarmos no que se aprendeu em termos de auto conhecimento, o treino foi espetacular.
Comecei bem. Ritmo bom, uma "lomba abaixo" e fiz o primeiro km em 5:15. Avistei um outro corredor a minha frente. Estava longe, mas estava lento. Promovi ele a ser meu coelho e parti atrás dele. Passei fácil por ele e pelo segundo km, completando este em 5:05 min/km.
A partir dai, a corrida desandou. Perdi ritmo. Continuei correndo, mas já sentindo cansaço. O resultado foi o terceiro km em 5:30 min/km. Resolvi acelerar para recuperar o tempo perdido, afinal de contas depois que comecei a usar o GPS passei a traçar melhor meus objetivos. Neste dia, o objetivo era uma corrida confortável, o que para mim seria algo como 5:10.
Completei o quarto km, pensando ter "acelerado". Olhei para o relógio: 5:45 min/km. Como assim? Era para ter sido melhor, na verdade foi pior.....MUITO PIOR. Vamos então para o quinto km, o que acaba não sendo muito diferente do quarto. Neste momento sinto que o ritmo da corrida está comprometido.
Este é um momento crucial deste treino. Como a volta do parque tem aproximadamente 6 km estou prestes a completar a primeira volta. Neste km, vários pensamentos vem à minha cabeça: Por que esse ritmo? Será que é por ter dormido pouco? ou será que pode ter sido aquele almoço à 2 horas atrás com uma cerveja? Mas a questão mais importante era a seguinte: Continuo o treino ou paro ao final desta volta? O ritmo já estava perdido. Eu estava cansado. Será que valem apenas esses km ou serão apenas as famosas junk miles?
Tomo a decisão. Vou continuar o treino. Esqueço o ritmo e decido que o resto desta corrida vai ser diferente. Vai ser pelo simples prazer de correr. Continuo correndo olhando para a paisagem, e "viajando" no pensamento. E nesta "viagem" passo a pensar no real motivo de se correr. Nós, corredores, saimos de casa para treinar sempre com um objetivo; rodagem, fartlek, longão, etc.... Pensamos no ritmo que gostariamos de manter, no tempo que queremos terminar o treino. Analisamos se aquele km foi bom ou se temos que acelerar o ritmo. Simplesmente temos o compromisso de manter a nossa planilha como planejada. E como corredores dedicados, fazemos o possível para ser sempre melhor.
Mas, e no dia que algo dá errado? E quando o corpo não responde? Bom, nestes dias, o melhor a fazer é aceitar que isso faz parte da corrida e continuar a correr, para completar a distância objetivo, e aproveitar a "oportunidade" para se conhecer melhor, ver como seu corpo reage à situação, mas principalmente como a sua mente reage à esta mudança de planos.
Outro "aprendizado" deste treino foi o seguinte: Logicamente que correndo num pace bem abaixo do normal, o cansaço aeróbico foi muito pequeno. Em compensação o desgaste físico por correr fora da sua "zona" foi tremendo. Terminei o treino dolorido como se tivesse participado de uma meia maratona em ritmo forte. Interessante e desafiante.
O resultado desta corrida foi um treino de 12 km completado em 1 hora e 6 minutos, pace de 5:30 min/km. Se pensarmos que o objetivo era de 1 hora e 2 minutos( pace 5:10 min/km), não foi tão ruim assim. Agora se pensarmos no que se aprendeu em termos de auto conhecimento, o treino foi espetacular.
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