Nunca fui muito de Yoga. Sempre associei a prática a algo espiritual, aonde se tenta chegar ao corpo através da mente. Muito filosófico para mim, especialmente porque na corrida ( exercício aeróbico) a ideia é justamente o contrário, ou seja, chegar à mente através do corpo.
Soma-se a isto, todo o trabalho de respiração, que olhando de fora, parece muito chato. Em suma, é quase dizer que Yoga não é esporte, mas sim uma forma de meditação que pode ter resultado para quem acredita nesta abordagem. Mas tudo isso é a minha visão da Yoga…..ou pelo menos era
Após a lesão do tendão de Aquiles, voltei a corer de forma desconfortável, como já descrevi anteriormente. Cheguei a pensar em procurer um médico fisioterapeuta esportivo, mas antes disso resolvi pesquisar na internet. Dentro da minha “pesquisa” descobri que o meu problema poderia ser a sindrome da banda iliotibial.
O nome assusta, como tudo relacionado a lesão de joelho. Mas olhando de perto, o bicho é menos feio que o nome apesar de ter um tratamento lento e complicado de curar. Basicamente é uma inflamação ou encurtamento de um músculo da perna. O tratamento pode ser preventivo ou corretiva. Dentre as opcões de tratamento corretivo, encontrei um alongamento que é uma posição de yoga.
Tendo essa posição como base, decidi fazer esse alongamento pelo menos 5 vezes na semana. Mas fazer apenas um alongamento por 5 a 6 minutos não fazia muito sentido para mim. Então recorri a algumas revistas de Yoga que tem lá em casa, pois minha esposa já foi praticante e tem algumas revistas sobre o assunto. Acabei me interessando por uma reportagem que passava 5 movimentos para atletas, inclusive o alongamento corretivo para a banda iliotibial, principalmente corredores e ciclistas.
É uma sequência que leva entre 20 e 25 minutos. Porém é bem diferente do que eu imaginava. Primeiramente é fácil notar a diferença entre ver alguem fazendo as posições de Yoga e efetivamente fazer as posições. Literalmente, você sente os músculos sendo alongados. Além disso, não é tão fácil como parece, pois as posições exigem concentração, respiração e força no core.A repiração, que parecia uma parte chata da Yoga, se demostrou um belo aliado para concentração. E finalmente e o melhor de tudo, está funcionando para reduzir o desconforto ao correr.
O desconforto ainda existe, principalmente quando se faz um treino mais longo ( estou voltando os longos aos poucos) ou com mais intensidade, mas a dor nas corridas “normais” já praticamente não desapareceram.
Não acho que vá me tornar um praticante da yoga, até mesmo por não acreditar na filosofia da prática, mas com certeza vejo a yoga com outros olhos e recomendo a prática, especialmente para a cura de lesões ,não apenas da banda iliotibial, pois trabalha de forma eficiente vários músculos do corpo, a respiração e a mente.
Todo fim de ano é a mesma rotina: escolhe prova para correr, começa o treinamento, aumenta o volume de treino, depois aumenta a velocidade, passa pela fase de polimento até chegar na prova alvo do ano. Com uma semana de férias em março, o ciclo de treinamento começou no final de dezembro. Desta vez escolhi usar a mesma planilha que usei em Osaka no ano passado, que tinha comprado na Internet por 10 dólares. É bem simples mas para o tempo pretendido da para o gasto. Mas o problema não é a prova, ou a planilha: o problema é o treino. Essa planilha tem algo como 55 treinos em 12 semanas. No ano passado perdi apenas 2 desses trein...
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