2013 começou e junto com o ano novo vieram novas corridas. Terminei o mês de janeiro com uma boa kilometragem, mais uma meia (1/2 do Qatar) que ainda vou escrever sobre ela e um bom ritmo de corrida
Tudo isso é bom, certo? Errado !!! Apesar dessa "volta" a corrida com regularidade, ainda sinto muito minha perna esquerda. Tem dias melhores e dias piores. Nos melhores consigo correr até 10 km sem ter que caminhar nenhuma vez. Nos piores com 3 km já estou caminhando.
Não é uma caminhada longa. na verdade raramente chega a 1 minuto sendo que na maioria das vezes dura de 10 a 15 segundos. A caminhada acontece não por falta de fôlego que seria o normal, mas por falta de ritmo. Venho correndo normal. Daqui a pouco sinto um desconforto na perna. antes de sentir dor, automaticamente mudo a passada. Ao mudar a passada mudo o ritmo, normalmente para um ritmo mais forte. Depois de algum tempo neste ritmo mais forte, percebo que estou praticamente pulando ao invês de correndo. Esse é o momento de reduzir, caminhar e começar a correr de novo.
Essa caminhada, me trás sentimentos contraditórios. Por um lado odeio a quebra de ritmo, a redução de velocidade, a caminhada. Sempre fui um corredor de ritmo. Conseguia começar a correr em um ritmo e na pior das hipóteses, manter esse ritmo até o final. Mas na maioria das vezes fazia um split negativo, aonde a segunda metade da corrida era mais rápida que a primeira. E sempre gostei de correr assim.
Por outro lado, essas caminhadas tem se mostrado muito boas para recuperar a concentração, beber água, que é muito mais fácil andando do que correndo, recuperar o fôlego( apesar de ainda estar bom quando se caminha),e acaba sendo uma boa opção de evitar a fadiga. Além disso a corrida acaba se tornando um fartlek constante: Depois de se caminhar pela primeira vez, basicamente a cada km tem uma nova caminhada. Porém, depois dessa nova caminhada, o ritmo de corrida é mais forte, até para compensar a caminhada, o que faz da corrida uma variação constante de ritmo.
Resumidamente, se olhar para os meus tempos de corrida versus a distância, o ritmo encontrado vai ser muito parecido com o ritmo antes da lesão ( algo variando entre 5 min/km e 5:15 min/km). Tenho que admitir que termino essas corridas menos cansado do que correndo direto. Por outro lado as caminhadas me incomodam e principalmente o motivo da caminhada ( o desconforto na perna) me incomoda mais ainda.
O alongamento que eu faço tem sido menos eficiente. Mas também tenho alongado menos vezes na semana do que antes. A (triste) conclusão que estou chegando é que vou ter que ir a um ortopedista esportivo para uma análise mais profunda da lesão. Estou adiando essa ida mas estou vendo que mais cedo ou mais tarde vai ser a melhor opção para se voltar a correr com qualidade.
E enquanto isso eu continuo correndo o que dá, no ritmo que dá e continuo aprendendo novas técnicas de correr variando muito o ritmo e ainda assim mantendo uma boa média de pace no final.
Todo fim de ano é a mesma rotina: escolhe prova para correr, começa o treinamento, aumenta o volume de treino, depois aumenta a velocidade, passa pela fase de polimento até chegar na prova alvo do ano. Com uma semana de férias em março, o ciclo de treinamento começou no final de dezembro. Desta vez escolhi usar a mesma planilha que usei em Osaka no ano passado, que tinha comprado na Internet por 10 dólares. É bem simples mas para o tempo pretendido da para o gasto. Mas o problema não é a prova, ou a planilha: o problema é o treino. Essa planilha tem algo como 55 treinos em 12 semanas. No ano passado perdi apenas 2 desses trein...
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