O dia amanheceu com sol, diferente dos 2 últimos dias.Apesar da temperatura continuar por volta dos 2 graus, e a sensação térmica de zero, o fato de ter sol ajudava o lado psicológico. E foi assim, nessa bela manhã fria e ensolarada que vesti meus tênis, coloquei o GPS e parti para disputar mais uma meia maratona , desta vez a de Paris.
A largada era em uma região chamada Bois de Vincennes, um parque que fica a leste de Paris. O lugar é enorme, e realmente precisava ser. Eram 40.000 inscritos. Número que normalmente só se vê nas grandes maratonas do mundo – mas dificilmente em meias maratonas.
A corrida começa por dentro deste parque de Bois de Vincennes. Nos 2 primeiros km é um pouco difícil de manter o ritmo porque apesar da organização impecável, as estradas são estreitas para tanta gente. Por volta do km 5, ainda neste complexo de Bois de Vincennes, começam a aparecer os primeiros vilarejos e consequentemente os primeiros torcedores.
No km 7, estava correndo em um ritmo bem forte, o que é bom. O problema é que você começa a pensar que pode manter esse ritmo por alguns km mas talvez tenhar que pagar o preço lá na frente. Melhor ser conservativo e buscar um ritmo mais lento, porém mais constante. E essa adaptação de ritmo se torna relativamente fácil depois de participar de tantas corridas.
Logo após o km 10 vem a praça da bastilha, dali se corre por uma rua em direção ao rio Sena e nos próximos 2 km se corre com Sena á esquerda. Impossível ficar cansado, até porque nesta parte do percurso é realmente impressionante a quantidade de gente que está na rua assistindo, torcendo ou incentivando.
Por volta do km 13 começa a volta para o parque aonde tudo começou. Outra passagem pela Bastilha e nessa bricadeira 15 km já ficaram para trás. A seguir vem a parte mais complicada da prova: Uma subida que não é muito íngrime, porém tem quase 2 km. Não seria grandes coisa, se ela não comecasse depois de ter percorrido mais de 17 km.
Pouco antes de acabar essa subida, já estou de volta ao parque de Bois de Vincennes. Agora faltam menos de 2 km.E agora é em descida. Acelero tudo que ainda tem para tentar recuperar um pouco do que foi perdido na subida. Completo a prova com tempo –oficial—de 1 hora 41 minutos e 25 segundos.
Não foi a prova mais rápida que eu já fiz, mas com certeza foi uma das mais fáceis. A temperatura, o visual, e até – porque não – a experiência, fizeram com que a meia maratona de Paris se tornasse uma das mais divertidas que eu já completei.
No dia seguinte a meia maratona fui para Munique para fazer uma rehidratação de cerveja. Afinal de contas nem só de corridas vive um corredor. Até a próxima e prost!!
Todo fim de ano é a mesma rotina: escolhe prova para correr, começa o treinamento, aumenta o volume de treino, depois aumenta a velocidade, passa pela fase de polimento até chegar na prova alvo do ano. Com uma semana de férias em março, o ciclo de treinamento começou no final de dezembro. Desta vez escolhi usar a mesma planilha que usei em Osaka no ano passado, que tinha comprado na Internet por 10 dólares. É bem simples mas para o tempo pretendido da para o gasto. Mas o problema não é a prova, ou a planilha: o problema é o treino. Essa planilha tem algo como 55 treinos em 12 semanas. No ano passado perdi apenas 2 desses trein...
Comentários