Pular para o conteúdo principal

Run Less, Run Faster

Como já havia contado no último post, comecei a fazer o programa P90X porque estava buscando formas de correr menos ( leia-se ir menos na esteira) e ainda assim ter um estímulo esportivo.

Pois bem, o programa P90X vai muito bem obrigado. Realmente acho que está fazendo diferença, mas vou dar uma opinião mais completa quando terminar o programa (basicamente daqui a um mês). O problema, impressionantemente, estava sendo a corrida. Mesmo com a redução dos treinos estava sendo muito tedioso ir para a esteira e ficar fazendo treino de rodagem.

Decidi então que algo deveria mudar. Troquei a minha playlist. Comecei a pesquisar nas minhas revistas antigas e na internet planilhas e tipos de treinos disponíveis. E no meio dessa pesquisa me reencontrei com o run less run faster.  Digo reencontrei porque já havia lido sobre ele, alguns anos atrás, mas nunca cheguei a praticar.

Esse programa foi desenvolvido por uns atletas que praticavam corrida e resolveram tentar o triathlon. Com isso passaram a correr menos, pois o tempo tinha que ser dividido com a bike e a natação. Resolveram adotar a tecnica de correr menos mas com uma intensidade alta e usar os treinos de bike e natação numa intensidade mais leve, como um cross training. O resultado foi que conseguiram bater seus recordes pessoais quando correram maratonas.

Então pensei: Porque não? Já estou fazendo o P90X como "cross training" ( na verdade a intensidade do P90X é muito alta, não poderia ser cross training, mas é um treino que não é corrida). Posso correr nos dias em que tem mais trabalho para os braços e costas e fazer “apenas” o P90X nos dias de exercício mais aeróbicos. Estava decidido. Esse seria o programa a ser seguido.

No run less, são basicamente 3 treinos por semana: 1 dia com tiros, que variam de 400 M até 1600 M, tendo várias variações de semana para semana. Um tempo run, aonde se mantém o ritmo constante durante a maior parte do treino, e um treino longo, onde se reduz um pouco o ritmo e se aumenta a distância.

O mais importante no treino é manter o ritmo determinado. Existem algumas tabelas (extremamente detalhadas, com variação de 10 segundos) aonde você entra com o seu tempo recente nos 5 km e a partir daí se determina o ritmo de cada treino. Com isso, a esteira deixa de ser vilã e passa ser aliada; é bem mais fácil manter um pace constante na esteira do que correndo na rua, principalmente quando esse pace está fora da área de conforto.

O resultado é que estou adorando os treinos. E tenho achado mais fácil manter o ritmo mais forte na rua. ( aproveito para correr na rua nos pernoites, preferencialmente os treinos longos). Ainda não é o treinamento ideal, porque no programa run less, run faster existe um programa de musculação mais específico além do cross training feito com bike e natação. Mas já estou pensando em quando acabar o P90X em comprar o livro ( não tenho ainda, peguei apenas a planilha na internet), e seguir mais seriamente o programa. Mas o mais importante foi ter conseguido acabar com o tédio da esteira e fazer os treinos se tornarem prazerosos novamente.



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Que Preguiça

                                                                                                      Todo fim de ano é a mesma rotina: escolhe prova para correr, começa o treinamento, aumenta o volume de treino, depois aumenta a velocidade, passa pela fase de polimento até chegar na prova alvo do ano. Com uma semana de férias em março, o ciclo de treinamento começou no final de dezembro. Desta vez escolhi usar a mesma planilha que usei em Osaka no ano passado, que tinha comprado na Internet por 10 dólares. É bem simples mas para o tempo pretendido da para o gasto. Mas o problema não é a prova, ou a planilha: o problema é o treino. Essa planilha tem algo como 55 treinos em 12 semanas. No ano passado perdi apenas 2 desses trein...

Mexico Mexico

                                                                                                                                                     Este é outro daqueles textos que deveriam ter sido escrito anos atrás, afinal este é exatamente o tipo de texto pelo qual este blog existe. A primeira vez que fui à Cidade do Mexico foi em 2006, ainda na Varig. Foi apenas um voo e não pensei em correr por lá pois na época ainda não tinha essa ideia de toda vez que vou para um lugar novo querer carimbar uma nova conquista com um treino, nem que seja curta. Fast forward para o ano de 2016. Volto ao México mas não vou para ru...

A Tal Resiliência

                          Muito falada, muito badalada, mas o que é realmente essa resiliência? Na definição pura e simples, significa ter a capacidade de se recuperar depois de uma adversidade. Em outras palavras, sair da zona de conforto e se adaptar. A resiliência pode aparecer em diversas situações ao longo da vida. Mas por se tratar de um blog de corrida, vou usar 2 exemplos meus na corrida. Meia maratona de Campinas. Já tem um texto aqui falando dela. Mas foi justamente escrevendo aquele texto que tive a ideia de fazer este. Após a meia maratona, tive um voo para Bogotá. Após um pequeno cochilo lá fui eu para o parque metropolitano Simon Bolívar. Uma rodagem de 9 KM com o ritmo bem tranquilo de 5:47 min/ km. Uma distância que percorro normalmente com um pace até abaixo do normal. Mas então, o que teve essa corrida de tão especial? O fato de ter corrido uma meia maratona no dia anterior e descansado pouco após...