Comecei o
programa Run Less Run Faster (RLRF). Até aí nenhuma grande novidade. Já contei
aqui em outro post, a estrutura do programa e o planejamento para executá-lo.
O que
aconteceu de diferente foram os treinos de 15 km. Eram 2 treinos em semanas
seguidas. O primeiro aconteceu em São Paulo, dia 28 de agosto. O tempo foi de
1:13:15, pace de 4:53.Uma semana depois, estava em Houston, dia 4 de setembro.
O tempo 1:13:08, pace de 4:52.
Numa primeira
olhada, os treinos parecem iguais. Até eu mesmo fiquei impressionado com paces
tão semelhantes. Relógio suiço. Mas não se engane. Apesar de tempos
praticamente iguais foram treinos completamente diferentes.
Em São Paulo
sai do hotel em direção ao Ibirapuera, correndo pela rua. A corrida na rua é
legal, apesar do trânsito e de ter que esperar para atravessar os sinais. A
partir do km 3 sentia que dava para correr muito mais rápido. Porém, uma das
prerrogativas do RLRF é manter o ritmo proposto. Nem mais, nem menos. O meu
ritmo para esse treino (e o de Houston também) era entre 4:50 e 5:05. Me peguei
várias vezes correndo muito mais rápido que isso, principalmente depois de
entrar no Ibirapuera e ver aquele monte de assessorias esportivas correndo. Mas
fui segurando o ritmo e completei meus 15 km completamente relaxado.
Em Houston,
meu treino normalmente é sair do hotel, correr até uma universidade local,
aonde a volta do campus tem uns 5 km de terra batida e voltar. O total fica em
torno de 15km. Nesse treino, vou por ruas residenciais pouco movimentadas e tenho que cruzar apenas 3 ruas com trânsito
mais intenso e sinais de trânsito.Comecei correndo num ritmo de 5:10 min/km.
Acelerei para entrar no ritmo.Consegui manter o ritmo em torno de 4:50 min/km,
mas fazendo muita força para conseguir manter esse ritmo. Consegui manter o
ritmo até o final, mas terminei exausto.
Como pode
treinos de mesma distância, com ritmos tão iguais serem tão diferentes? Claro
que eu poderia enumerar n fatores como alimentação, sono e até mesmo a
disposição para se correr naquele dia. Mas o fator mais relevante, no meu ponto
de vista, foi a temperatura. Agosto em São Paulo ainda é fim de inverno. Peguei
um dia com 10 graus. Nublado. Apesar de não ser um dia bonito, eram as
condições ideias para correr. Já Houston, por
estar no hemisfério norte, acontecia justamente o oposto; verão. No dia
do meu treino a temperatura era de 27 graus, com sol e umidade de 80%, o que
levava a uma sensação térmica de 29 graus.
A parte legal
da brincadeira é saber que é possível manter esse ritmo mesmo em condições
adversas como em Houston. Se as condições forem ideais, como em São Paulo, dá
para fazer muito mais. Fiquei feliz de conseguir manter o mesmo ritmo em ambos
os treinos. Acho que esse é o espírito do treinamento. E fiquei mais feliz
ainda de sentir que treinos tão iguais, podem ser tão diferentes.
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