pAconteceu por acaso. Um voo para Chicago com alguns dias inativos por lá. Como estaria lá em um sábado, resolvi procurar alguma corrida na internet neste dia. Procurei e achei. Lá estava a Perfect 10, uma corrida aonde poderia se optar entre 10 KM ou 10 Milhas (16 KM). Me decidi pelas 10 Milhas e fiz minha inscrição na mesma hora.
Os dias anteriores em Chicago me deixaram um pouco preocupado. O termometro durante o dia marcava de 3 à 8 graus.E com o vento típico de Chicago. O problema é que as 7 da manhã ( horário da largada) estava fazendo em média -1 C. Me preparei para sentir frio já que a roupa de corrida que eu tinha levado era apenas um short e uma camisa de manga comprida. Porém, para minha sorte, no dia da corrida amanheceu com um belo sol e temperatura de 5 graus. E sem vento. Tudo perfeito para a corrida.
A largada era no Navy Pier, um belo pier na beira do lago Michigan. As 7 horas da manhã os corredores dos 10 km, começaram a correr. Alguns minutos depois, foi a vez das 10 milhas, aonde eu me incluia. Tinha traçado como meta completar a prova em 1 hora e 10 minutos o que seria um rápido pace de 4:22 min/km.
Larguei forte, numa mistura de vontade de correr o mais rápido possível e também uma tentativa de reduzir o frio. Completei o primeiro km em 4:07 min/km, bem mais rápido do que o previsto. Continuei correndo forte e entrei no belo Grand Park, um parque que vai margeando o lago Michigan. Depois de correr 3 km fortes, a temperatura começou a ficar confortável.
Com o conforto da temperatura, voltei a correr no ritmo pretendido. Era um ritmo forte, mas absolutamente possível de se manter. Entre o km 5 e 6 comecei a encontrar bastantes corredores que estavam na prova de 10 km, porém correndo com uma velocidade mais baixa. Como nessa parte do percurso corriamos por uma ciclovia, perdi um pouco do ritmo, pois era difícil achar um espaço para passar. Mas tudo bem, isso faz parte da corrida.
No quilometro seguinte era exatamente onde se separava os km das milhas. Os corredores dos 10 km iniciavam a sua volta para o pier, enquanto o pessoal das 10 milhas continuava pelo parque. Mantive o foco e voltei para o ritmo. Esse é um momento difícil, pois você começa a sentir o cansaço devido ao ritmo forte, porém está apenas na metade da prova. A melhor forma que eu conheço para vencer essa fase é a concentração.
E mantendo a concentração, passei pelo km 10. Após completar esse km, reduzi um pouco o ritmo pois estava mais rápido do que eu tinha previsto, porém sentia que não seria possível manter esse ritmo até o fim. Na verdade eu estava pagando o preço por ter começado correndo forte demais. Corri o km seguinte uns 10 segundos mais lento do que o previsto e depois fiz força para voltar ao ritmo.
Eu tinha um objetivo de tempo de 1 hora e 10 minutos. Por esse motivo , a prova começou para mim no km 12. Até aqui eu tinha feito força, me mantive concentrado e estava dentro do tempo previsto. Nessa etapa da prova você está cansado, porém sabe que ainda tem gás para completar dentro do tempo previsto. Daqui até o fim o que conta é administração do tempo. Se correr rápido demais vai faltar perna no fim. Se reduzir muito não vai conseguir atingir o objetivo de tempo. Como completar essa equação? Claro que existem várias maneiras, mas optei por uma variação de ritmo. Eram apenas 4 Km. Corri um km rápido. O seguinte, mais rápido ainda. Então reduzi um pouco o ritmo e no último, como sempre, usei tudo de força que ainda restava. No final consegui cruzar a chegada com 1:09:27, exatos 33 segundos mais rápidos que o previsto.
Foi uma prova dura principalmente porque depois de muito tempo correndo sem um objetivo específico de tempo, voltei a correr com um. É necessário mais concentração, mais técnica e uma atenção especial ao ritmo da prova. Continuo achando que correr “naturalmente” sem pressão de tempo e sem objetivo a cumprir é mais divertido. Porém ter uma meta eventualmente é bom, pois faz você você treinar mais e a busca pela performance faz você buscar o seu limite. A corrida fez jus ao nome – Chicago Perfect 10 - Uma prova com um percurso bom, uma temperatura perfeita e mais importante de tudo: uma corrida onde consegui atingir meu objetivo e superar o meu limite.
Os dias anteriores em Chicago me deixaram um pouco preocupado. O termometro durante o dia marcava de 3 à 8 graus.E com o vento típico de Chicago. O problema é que as 7 da manhã ( horário da largada) estava fazendo em média -1 C. Me preparei para sentir frio já que a roupa de corrida que eu tinha levado era apenas um short e uma camisa de manga comprida. Porém, para minha sorte, no dia da corrida amanheceu com um belo sol e temperatura de 5 graus. E sem vento. Tudo perfeito para a corrida.
A largada era no Navy Pier, um belo pier na beira do lago Michigan. As 7 horas da manhã os corredores dos 10 km, começaram a correr. Alguns minutos depois, foi a vez das 10 milhas, aonde eu me incluia. Tinha traçado como meta completar a prova em 1 hora e 10 minutos o que seria um rápido pace de 4:22 min/km.
Larguei forte, numa mistura de vontade de correr o mais rápido possível e também uma tentativa de reduzir o frio. Completei o primeiro km em 4:07 min/km, bem mais rápido do que o previsto. Continuei correndo forte e entrei no belo Grand Park, um parque que vai margeando o lago Michigan. Depois de correr 3 km fortes, a temperatura começou a ficar confortável.
Com o conforto da temperatura, voltei a correr no ritmo pretendido. Era um ritmo forte, mas absolutamente possível de se manter. Entre o km 5 e 6 comecei a encontrar bastantes corredores que estavam na prova de 10 km, porém correndo com uma velocidade mais baixa. Como nessa parte do percurso corriamos por uma ciclovia, perdi um pouco do ritmo, pois era difícil achar um espaço para passar. Mas tudo bem, isso faz parte da corrida.
No quilometro seguinte era exatamente onde se separava os km das milhas. Os corredores dos 10 km iniciavam a sua volta para o pier, enquanto o pessoal das 10 milhas continuava pelo parque. Mantive o foco e voltei para o ritmo. Esse é um momento difícil, pois você começa a sentir o cansaço devido ao ritmo forte, porém está apenas na metade da prova. A melhor forma que eu conheço para vencer essa fase é a concentração.
E mantendo a concentração, passei pelo km 10. Após completar esse km, reduzi um pouco o ritmo pois estava mais rápido do que eu tinha previsto, porém sentia que não seria possível manter esse ritmo até o fim. Na verdade eu estava pagando o preço por ter começado correndo forte demais. Corri o km seguinte uns 10 segundos mais lento do que o previsto e depois fiz força para voltar ao ritmo.
Eu tinha um objetivo de tempo de 1 hora e 10 minutos. Por esse motivo , a prova começou para mim no km 12. Até aqui eu tinha feito força, me mantive concentrado e estava dentro do tempo previsto. Nessa etapa da prova você está cansado, porém sabe que ainda tem gás para completar dentro do tempo previsto. Daqui até o fim o que conta é administração do tempo. Se correr rápido demais vai faltar perna no fim. Se reduzir muito não vai conseguir atingir o objetivo de tempo. Como completar essa equação? Claro que existem várias maneiras, mas optei por uma variação de ritmo. Eram apenas 4 Km. Corri um km rápido. O seguinte, mais rápido ainda. Então reduzi um pouco o ritmo e no último, como sempre, usei tudo de força que ainda restava. No final consegui cruzar a chegada com 1:09:27, exatos 33 segundos mais rápidos que o previsto.
Foi uma prova dura principalmente porque depois de muito tempo correndo sem um objetivo específico de tempo, voltei a correr com um. É necessário mais concentração, mais técnica e uma atenção especial ao ritmo da prova. Continuo achando que correr “naturalmente” sem pressão de tempo e sem objetivo a cumprir é mais divertido. Porém ter uma meta eventualmente é bom, pois faz você você treinar mais e a busca pela performance faz você buscar o seu limite. A corrida fez jus ao nome – Chicago Perfect 10 - Uma prova com um percurso bom, uma temperatura perfeita e mais importante de tudo: uma corrida onde consegui atingir meu objetivo e superar o meu limite.
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