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A MINHA meia maratona

Como se diz no futebol, principalmente com a proximidade da copa, treino é treino; jogo é jogo. Será? Fiz todo o programa do RLRF. Tá bom, não fiz todo pois não inclui os cross training, exceto enquanto estava fazendo o P90X. Mas segui os treinos de corrida e comecei a ler o livro.

O final do treinamento era justamente com uma meia maratona. Agora, o que fazer se na semana final você não tem nenhuma prova à vista? Bom, vou fazer um treino que vai ser uma meia, decidi.
Por sorte tinha um voo para Houston, exatamente nesta semana.O lugar estava decidido. Apesar de adorar treinar em Houston, existia o problema do descanso. Agora no inverno, o voo está com praticamente 17 horas, e 9 horas de fuso horário para Doha. A previsão do tempo era de 2 C e chuva. Prefiri pensar que isso faz parte da corrida, já que pode chover em qualquer lugar que se tenha prova assim como eu posso estar cansado.


Cheguei numa sexta feira, e preparei para correr no sábado de manhã. Acordei as 2 da manhã. Não por estar nervoso, mas por causa do fuso horário mesmo. O nascer do sol seria somente  às 7 da manhã, então fiquei matando tempo e preparando a alimentação e hidratação exatamente como em uma corrida.
As 7 horas sai para correr. Os 2 C prometidos estavam lá. A chuva, por sorte não. Meu plano era ir até a University, que fica aproximadamente uns 4 km do hotel, dar 2 voltas no campus  ( 4,5 km cada volta) e completar a distância restante nas ruas residenciais nas redondozas do hotel.


Iniciei a corrida mais forte que o habitual devido ao frio. Tinha 3 dedos do pé esquerdo congelados, e também as mãos, como sempre. No caminho até a University se cruza por 3 grandes avenidas. Por ser sábado consegui cruza-las sem perder muito tempo com o trânsito.

Depois de 3 km de corrida, meu pé já estava descongelado, mas a mão ainda incomodava. Com 5 km eu estava confortável. Confortável em termos pois eu corria rápido, virando os km entre 4:30 e 4:40 min/km. No meio da segunda volta no campus decidi que faria uma terceira volta, pois eu perderia menos tempo com o cruzamento de ruas além de fazer menos curvas, o que ajuda a manter a velocidade.
Depois de 10 km, reduzi um pouco a velocidade. Tomei um pouco de água ( carreguei uma garrafa comigo) depois tomei um gel e mais um pouco de água.Exatamente como faria em uma prova. Foi o km mais lento da corrida, com 4:57 min/km. Voltei a acelerar e a manter o ritmo de 4:30 - 4:40. E acelerando.


Depois do km 16 senti que tinha gás então acelerei mais ainda. Completei a terceira volta no campus e iniciei o retorno. Ritmo bom, me sentindo bem. Fazendo força para manter o ritmo.

Quando completei 21,1 Km, continuei a correr por mais 200 metros, pois normalmente é o que acontece em uma meia maratona. Como é difícil tangenciar todas as curvas, o que seria o menor caminho, acabamos correndo uns 100 ou 200 metros a mais. Terminei o treino com o tempo de 1:37:22.

Foi um treino? Sim. Mas com todas as características e preparação, principalmente psicológica, de uma prova. É claro que na prova tem outros fatores como outros corredores, o público incentivando e uma hidratação bem melhor. Mas foi possível fazer um treino de qualidade, simulando uma velocidade de prova. O quanto poderia ser melhor o tempo se fosse uma prova de verdade? Impossível saber. Mas foi o meu melhor tempo dos 21 km em 2013 e serviu para comprovar a eficiência do RLRF.


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