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Fui descarregar o Garmin no computador e tive uma surpresa: Menos de 40 KM percorridos no mês de maio até o dia 24. Comecei a me perguntar: Por que tão pouco?

Bem, no final de abril corri a meia de Budapeste, com direito a recorde e ainda por cima sub 1:30. Foi um treinamento intenso, com mais de 400 KM e o tempo todo preocupado com o ritmo. Depois de uns dias de recuperação ( 3 ) voltei a correr apenas rodagem. Mesmo assim as rodagens estavam muito rápidas ( sempre abaixo de 5 min/km )

Mas isso foi em abril. Maio começou , e treinar outdoor em Doha começou a ficar complicado. Mesmo assim continuei treinando na rua, saindo para correr por volta das 6 da tarde e com temperatura em torno de 30 C. O problema é que a alta temperatura aliada ao mesmo circuito dentro do condomínio ( chato!) e a falta de uma prova a vista, causaram um desisitímulo.

Ainda tem que considerar 2 treinos de 6 km cada um que fiz em pernoites  na esteira e estava sem o GPS. E também pedalei algumas vezes na academia em Doha. Também tiveram as férias ( 1 semana) que não corri porque não estava com vontade, mas também porque peguei uma gripe no meio do caminho

Olhando assim parece que o mês não foi tão ruim assim certo? Errado! Cheguei a conclusão que algo estava errado quando tive um voo para Perth. Este é um dos meus destinos preferidos para correr. Um astral bom, uma ciclovia em volta do swan river com 10 km, uma bela paisagem. Para completar a temperatura em torno de 15 C , com o dia nublado e uma chuva que não sabia se queria cair ou não o que dava a sensação que estavam borrifando uma água em você para manter o corpo refrescado. Condição perfeita! Claro que tenho que admitir que o fuso horário não é favorável. Com 5 horas a mais do que Doha, sair para correr as 8 da manhã equivale as 3 da manhã em Doha.

Fui correr em ritmo confortável de rodagem. 10 km, ou uma volta no lago.Fiz o meu treino , em ritmo constante e completei o treino em 51:12, o que não é ruim para uma rodagem. O que é ruim então? Feeling. Não senti a “sensação de dever cumprido”. Não curti o treino. Não fiquei com o gostinho de quero mais. O que está errado então? Comecei a pensar no assunto.

Pensei bastante e cheguei a uma conclusão: É uma soma de fatores. Começa lá no treinamento para Budapeste. Apesar do treinamento ter sido difícil, eu gostei . Porém existiu um grande desgaste psicológico, maior até que o físico. Esse desgaste não te estímula a treinar, ou seja, você acaba indo treinar  “só por treinar”, o que não é prazeroso. Além disso, não ter uma meta também fortalice o desestímulo.

Agora a grande questão: como reverter essa situação? Bom, eu sempre acreditei que momentos diferentes requerem estímulos diferentes. Isso quer dizer que devo procurar um outro treinamento que seja mais adequado ao momento. E qual seria esse treimanento? Não tenho nem ideia ainda, mas tenho uma internet inteira para me ajudar.

,p>No fim das contas até acho bom esse desistímulo, porque corrida para mim é isso: Vencer as adversidades. Procurar novos caminhos. Continuar correndo feliz. O desestímulo é um desafio a melhorar. Ainda não sei  qual será o caminho escolhido, porém sei do objetivo final: keep happy and running.


Comentários

Unknown disse…
quem sabe você tenta o Thriatlon! É mais difícil de treinar (principalmente a bicicleta), mas pode dar certo.

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