Semana passada, fiz um voo para Montreal .
O hotel fica perto em uma auto-estrada perto do aeroporto. Consultei o Google
Maps e não achei nenhum lugar aparentemente interessante ( e perto) para
treinar. Para completar, a temperatura na casa dos 5
graus aumentavam minha preguiça de sair para correr.
Mas o dia estava bonito, apesar de frio. Depois de ficar
enrolando por quase uma hora, tomei
coragem e sai para correr. Conforme a consulta que tinha feito no maps vi que
se saisse para Oeste até a rua 55 e depois virasse Sul, acabaria chegando em um
parque. Para chegar lá
seriam aproximadamente 6 km. Pensei então – “ Ok, vou até lá (6km) dou
uma voltinha de 2 ou 3 km pelo parque e volto (6km). Fica um treininho longo
legal de 14 ou 15 km
s primeiros km não são muito legais. O visual é de uma area
industrial, não muito atrativa e ainda com uma Estrada bem movimentada. O ponto
positivo aqui, está na estrutura e na educação. Na estrutura porque apesar da
área comercial, tudo tem calçada: larga, plana e limpa. A educação está no
trânsito: Os carros paravam para você cruzar e por 2 vezes quando os carros
estavam na calçada esperando a vez para entrar na auto-estrada e me viram
correndo, os motoristas deram ré para deixar a calçada livre. Incrível.! Nem
nos EUA ou na Europa tinha visto disso.
Depois desses 6 km finalmente cheguei no tal parque. E que parque! O nome do parque é Stoney
Point. Ele parece pequeno, mas na verdade tem uma ciclovia e uma pista de
caminhada margeando o St Laurance que é imenso. Fui correndo por ali e me perdi
nos kms. Estava realmente curtindo a paisagem e o dia. Já tinha rodado quase 12
km quando resolvi voltar. Tentei achar um caminho mais reto e acabei correndo
por uma simpatico área residencial. Mas para cruzar a tal rodovia, só encontrei
uma passagem, a mesma que eu tinha usado na ida.
Mais uns km pelo auto-estrada e estava chegando de volta ao
hotel. Total da brincadeira : 21,2 km com o tempo de 1:52:21. A “culpa”por ter
feito um tempo tão bom atribuo ao frio. Com essa temperatura, o início é rápido para ver se diminui o frio. Depois que o
frio diminui, é possível manter o bom pace pois não vem a sensação de cansaço.
Vale ainda lembrar que em alguns km, parei para tentar descobrir o caminho
certo. Essas paradas devem ter aumentado o tempo total em 1 ou 2 minutos.
No dia seguinte, com clima muito parecido saí para uma
simples rodagem, mas desta vez em outra área. Saí para o norte e depois de uns
500m desci uma escada e segui pela boulevard Cavendish, cruzei a auto Estrada 65
e cheguei na boulevard de la Cote Verdu. A distância até essa boulevard foi de
aproximadamente 2 km e depois veio a parte boa: uns 5 km por uma bela e
organizada área residencial. Depois mais 2 km de volta e no final 3 retas, que
são pequenas acelerações de 20 segundos. Resumo da opera: 9,7 km em 51:24.
O resultado de Montreal
é altamente positivo. Já tinha treinado na cidade em 2013, quando o hotel
ficava em downtown. Desta vez, apesar da área no entorno do hotel ser
extremamente pouco estimulante, acabei encontrando um maravilhoso parque e uma simpatico
área residencial para treinar. O que prova que as vezes, conseguimos encontrar
bons treinos de onde menos se espera.
Primeiro treino em Montreal
Segundo treino em Montreal


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