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Columbia Gorge Half Marathon

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Hood River. Já ouviu falar? Vou dar uma ajudinha: estado do Oregon, costa oeste dos EUA, ficando apenas a 100 km de Portland, capital do estado. Vocês já devem imaginar porque estou falando de uma pequena cidade de 7,5  mil habitantes próxima a costa pacífica dos EUA. 

A largada era às 9:30 da manhã. Pode parecer tarde, mas no outono em Oregon isso significa uma bela manhã com seus 8 graus. Uma prova pequena, com seus 600 ou 700 participantes, faz tudo parecer um ambiente familiar. Até porque esses corredores, em sua grande maioria, são de Portland e arredores, ou seja correm as mesmas provas e já se conhecem.

A primeira milha (1.6 km) passa pela cidade de Hood River e vai em direção à estrada. A milha seguinte é uma longa subida até chegar ao Indian Creek Park. Um detalhe interessante é que as ruas não são fechadas. Apenas alguns guardas de trânsito nos cruzamentos e a civilidade dos motoristas. 

Após 2 milhas (3,2km) entramos no parque e continuamos subindo. Essas subidas são bem desgastantes e causam um cansaço prematuro. E as subidas continuam até aproximadamente o km 5. 

A corrida é em clima de confraternização.  Outros 2 corredores mantém o mesmo ritmo que eu, e vamos conversando ao longo do percurso, como se fôssemos amigos de longa data. Uso relógio mas nem olho para ele: além do ritmo quebrado devido a subida, não estou preocupado com o tempo e sim em curtir a corrida. 

Esse Indian Creek Park é espetacular. Para quem conhece lembra as paineiras, mas com a vegetação essencialmente de maple tree (em português bordo -- aquela árvore com folhas que aparece na bandeira do Canada) e nessa época do ano as folhas amarelas e caindo fazem um cenário realmente impressionante.  Lá pelo km 7, toda a dificuldade da subida é compensada com um  visual realmente incrível. Como tenho corrido sem me preocupar com o tempo, mas sim com a diversão , essa corrida é perfeita para mim.

Entre os km 8 e 10 vem uma descida contínua. Alguns corredores comemoram essa descida e aproveitam para acelerar. Eu não me empolgo muito pois  o percurso vai e volta pelo mesmo caminho. Portanto,  quando chegamos no km 10,5, fazemos meia volta e como era de se esperar temos 2 km de subida. 

A partir daqui, a prova é primordialmente em descida. Apesar de grande parte dos corredores abrir um sorriso quando vê uma descida, eu as acho tão desgastante quanto a subida. Na verdade, subidas e descidas não são difíceis. O difícil é correr aonde você não está treinado. Se você treina subidas e/ou descidas elas se tornam fáceis. Como meus treinos são todos planos, qualquer inclinação se torna desafio.

Vou descendo e curtindo o visual. Como havia largado em um pelotão mais à frente, começo a cruzar com outros corredores que largaram mais tarde e ainda estão subindo. O último bloco de corredores a largar é formado por um grupo não comum nas provas - os corredores com cachorros. É um grupo de 30 ou 40 corredores, todos com seus cachorros das mais diferentes raças. Interessante.

Percorro a descida segurando o ritmo. Depois do km 18 deixo o parque para trás e volto para estrada em direção à chegada. Neste momento penso em como a corrida está fácil até aqui. Faltam apenas 3 km para acabar a prova e não tenho nenhum sinal de cansaço, nem mesmo aquele desgaste inicial da corrida parece me abalar. Tenho condições de acelerar mas opto por manter o ritmo já que este é constante e confortável.

Completo a prova em 1:35:39, com a sensação de ter saído para dar uma volta na quadra. E esse resultado é ainda mais significativo ainda quando lembro que a prova teve fortes subidas e meu tempo foi apenas 6 minutos mais lento que meu recorde pessoal.

Enfim,uma bela  prova que apesar das suas subidas tornou-se  fácil devido a facinante beleza do percurso e ao fato de não haver muita competitividade na prova e sim uma corrida pelo puro prazer de correr. E assim termino mais uma corridinha em outro canto do mundo. Até a próxima e bons treinos


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