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Adeus Garmin 305, bem vindo Garmin 225

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Não sou das pessoas mais tecnológicas do mundo. Não tenho facebook ou instagram e não faço questão de ficar conectado o dia todo. Sendo assim, na corrida não poderia ser diferente e levei muito tempo para me render ao GPS. Quando comecei a correr, em 2003, a tecnologia já existia, mas era cara e " tosca". Me lembro de um amigo meu que tinha um GPS que precisava de 4 pilhas AA para funcionar.

Porém houve um evolução rápida tanto na praticidade quanto no preço. Ainda assim, apenas no ano de 2011 acabei por render ao tal do GPS. Depois de muita pesquisa, acabei encontrando o meu modelo: Garmin 305. Comprei em uma promoção pela internet, já que haviam modelos mais sofisticados no mercado, pagando algo em torno de 120 dólares. 

A sensação inicial é de total controle ( já escrevi um post sobre isso): tempo, distância, pace, pace médio, está tudo ali. O tempo foi passando e aquele pequeno estranho foi se tornando um amigo inseparável. Cheguei a classificá-lo como o melhor investimento já feito para a minha corrida. Não cheguei ao ponto de deixar de correr por falta do GPS mas confesso que já atrasei a saída para alguns treinos para esperar o tal gadget adquirir alguma carga de bateria. 

Entretanto, no início deste ano, a bateria do meu Garmin começou a se entregar. Já não estava durando nem para um simples treino de 45 minutos.Sendo um aparelho em que a bateria é feita para durar algo em torno de 10 horas, os constantes carregamentos acabam por matar a bateria aos poucos. Por ser um modelo antigo, descobri na internet a possibilidade de trocar a bateria ( nos modelos mais modernos isso não é possível). Assim, comprei a bateria nova e troquei. Não parecia nenhum mistério. 

Tudo funcionou bem. Nenhuma função foi perdida, a bateria durava tanto ou mais que a original e não tinha nenhuma reclamação de continuar com o meu antigo, porém funcional Garmin 305. Até o dia em que a cola juntava o case onde ficava a bateria com o visor aonde ficavam as informações perdeu efeito e soltou. Depois desse dia, eu GPS nunca mais foi o mesmo: não consegui mais colar tão bem quanto da primeira vez. Os constantes desprendimentos começaram a comprometer as conexões internas o que por vezes causava mal contato e consequente desligamentos do GPS durante as corridas assim como alguns botões pararam de funcionar por mal contato. Não me restou outra solução senão abandonar meu grande amigo Garmin 305 e comprar um novo GPS.

A escolha da marca foi fácil: Garmin. Além da confiabilidade, a facilidade de interface da sua página na internet me agrada muito. Passada a " emoção " inicial de tantas informações dadas pelo GPS, o que mais me atrai hoje em dia é o registro dos treinos: onde treinei, qual era a temperatura, que horário..... tudo está ali. É claro que as outras marcas também tem suas páginas com layouts tão bons quanto o da Garmin. Mas como não gosto de mudar muito e já estou acostumado com o Garmin esta foi uma decisão natural.

O modelo escolhido desta vez foi o Garmin 225. Comprado como refurbished na internet, estava em promoção pelos mesmos 120 dólares pagos no 305. Não é o modelo mais atual ( o mais moderno desta família hoje em dia é o 235), mas tinha 2 funções que o 305 não tinha e que me chamaram atenção: a primeira é o monitoramento cardíaco feito pelo pulso. Apesar de controverso, parece funcionar tão bem quanto aquela fita no peito. A outra função é o carregamentos dos treinos direto para o celular via Bluetooth. No antigo tinha que esperar ter um computador ( não tão simples quando se está voando) para poder ver os treinos. Neste novo relógio, assim que ele conversa com o telefone o treino já está disponível. Por enquanto fiz apenas 2 treinos com esse Garmin mas como primeiras impressões posso dizer que estou gostando muito. Talvez mais adiante escreva sobre ele.

O Garmin 305 foi um companheirão. Foi ele que me introduziu no mundo GPS. Na página do connect ( aquela que guarda todas as informações e eu gosto tanto) registra 996 treinos e mais de 10.000 km. Esse foi o tamanho da minha relação com o 305. Mas como tudo na vida, é hora de seguir em frente. 305 valeu por tudo. ( Detalhe: colei ele de novo e deixei na gaveta, mas tem tudo para continuar funcionando) Garmin 225, seja muito bem vindo.

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