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Saucony Ride 7……….1200 KM e contando


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Pouco conhecia a marca de tênis Saucony. E esse pouco era bem ruim. Tinha comprador a uns anos atrás, um Saucony Kinvara ( nem me lembro qual versão, mas estou certo que aqui no blog tem um post sobre ele). Pois bem, esse foi um dos poucos tênis de corrida que eu simplesmente não consegui correr com ele. Para ser mais exato, foi o único.

Com esse “espetacular”background não pensava em adquirir outro tênis da marca. Porém, tinha uma promoção no meio do caminho. Para mim, tênis de corrida, atualmente, funciona mais ou menos assim: analiso o peso ( deve ser em torno de 250 gramas) o drop ( não é um “must”mas se tiver menos de 10 mm melhor) e o preço.

Basicamente tênis de corrida tem que ser barato. Já que uso em media 2 pares por ano ( cada par dura em media 1000 km e corro praticamente 2000km) não faz sentido pagar caro por algo que tem uma vida útil tão curta. Claro que não seria tão fácil usar esse parâmetro de preço se morasse no Brasil. Mas com os voos que tenho para os EUA fica muito fácil encontrar promoções na internet ou ainda os modelos da coleção passada que acabam entrando em liquidação de verdade.

Entretanto, esse Saucony não encontrei nos EUA, mas surpreendentemente em Munich, na Alemanha. Entrei emu ma loja e lá estava a promoção. Olhei para aquele Saucony : bonito apesar de meio chamativo e com cara de pesado.Mas como o preço era de 60 euros, pois já haviam lançado o Rider 8, achei que valia experimentar. Coloquei no pé e gostei. Mas não comprei. Outra referência que uso bastante antes de comprar um tênis de corrida ( e vários outros produtos também) é a internet.

Quando voltei para o hotel pesquisei pelo tênis. Os reviews eram na maioria bons. O tênis, apesar da aparência de pesado, constava com o peso em torno de 260 gramas ( vária de site para site por causa do tamanho). O drop, como já vem escrito no tênis é de 8 mm. O preço era exatamente o que tenho pago pelos tênis. ( Em torno de 60 dólares). Estava decidido: Esse seria o meu próximo tênis de corrida.

Comprei e comecei a correr com ele. Realmente nunca senti ele como um tênis pesado. Aliás, como muitos treinadores e corredores gostam de falar, tênis bom é aquele que você nem lembra que está usando. Concordo com essa máxima e foi exatamente isso que aconteceu com esse tênis.  Apesar de ter uma admiração por tênis mais baixos e leves, admito que não são os meus preferidos para os treinos mais longos. Nesses treinos, prefiro os tênis como esse Saucony. O tempo foi passando, fui correndo com o Rider 7 e realmente gostando do tênis. Mas o melhor ainda estava por vir.

Na plataforma do Garmin Connect, você pode “cadastrar”os seus tênis de corrida. Funciona assim: Você nomeia o tênis e toda vez que você baixa uma corrida, tem a opção de gear onde você diz qual foi o tênis usado naquele treino. É uma ferramenta fácil de usar e bastante útil para ter uma ideia de que quilometragem cada tênis tem. Comecei a usar a uns 2 anos atrás tal ferramenta.

Pois outro dia navegando pelo Garmin Connect, me deparei com a informação: Meu ride 7 já tinha passado dos 1000 KM. Sei por experiência que essa é aproximadamente a vida normal de um tênis de corrida. Porém, para minha agradável surpresa, o meu tênis mal se nota o desgaste da sola. Ou seja, ainda tem tênis para mais muito treino. Apesar de ter pouca informação dos meus tênis anteriores, tenho certeza que este vai ser o tênis que usei por um maior número de km. Não sei se esse pouco desgaste é relacionado com uma técnica de corrida melhor ( hoje em dia procuro usar mais o médio pé do que o calcanhar para “aterrisar”) ou se é do próprio tênis. Mas sei que, até agora, esse desgaste tem sido extremamente baixo para o uso do tênis.

E assim vou usando meu Ride 7, e transformando uma má impressão com uma marca em um tênis que vai, pelo menos por enquanto, o tênis que mais km rodados vai ter nos meus pés.



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