Mais umas férias que vou
para o Brasil. Desta vez, com Rio e Porto Alegre. A temperatura em outubro é
ótima para correr, ainda que a umidade estivesse um pouco alta. No meio a todos
os restaurants, cervejas e celebrações ( o motivo da viagem era o aniversário
de 100 anos da minha avó) ainda consegui fazer ums bons treinos em ambas
cidades.
No Rio os treinos foram o
padrão: Praia da Barra e Bosque da Barra. Os treinos na praia são sempre
nostálgicos pois foi lá que comecei a correr. O visual continua bonito e como
sai para treinar cedo ( no nascer do sol, um pouco antes das 6) ainda tive a
vantagem de ter poucos carros na orla o que torna o treino menos barulhento e
poluído. Já o bosque da Barra continua
bem conservado e vem se tornando uma espécie de “point” das assessorias
esportivas. Bom ver um monte de gente treinando por lá. Nas minhas pesquisas na internet, iria ter
uma meia maratona do circuito Athenas no domingo de manhã, no aterro. Até
considerei em participar mas acabei desistindo porque como a festa da minha avó
era no sábado a noite, achei que seria um pouco demais. E realmente seria.
Na semana seguinte fui
para Porto Alegre e diretamente para a praia. Na praia fiz treinos na areia que
apesar de bons são um pouco monótonos de se correr naquela linha reta com a
mesma paisagem. O treino se tornou mais difícil devido ao vento; no percurso em
que eu fazia, tinha muito vento de proa para ir e vento de cauda para voltar.
Mas foi bom para treinar o equilíbrio e melhorar a manutenção do pace, já que
tinha que fazer força para manter o ritmo na ida e apesar do ritmo ser mais
lento, estava constante. Na volta o
ritmo melhorava devido ao vento, mas ainda assim continuo.
Voltei para Porto Alegre
na sexta feira e iria voltar para São Paulo apenas no sábado a noite. Na
própria sexta feira a tarde fiz um treninho de 6 km pelo parquet Germânia e
Iguatemi. A previsão do tempo falava em chuva e calor no sábado. Decidi que se
o tempo estivesse bom faria um treino mais longo. Se estivesse ruim ( leia-se quente) iria fazer o padrãozinho da
Praça da Encol e pronto. Ao acordar no sábado vi aquele dia nublado e não muito
quente. Já sabia qual seria o meu treino naquele dia.
Esse treino eu já tinha
feito uma vez muitos anos atrás.Faz tanto tempo que nem está nos registros do
Garmin. O treino era basicamente o seguinte: Sair em direção a praça da Encol,
continuar até a subir a Lucas de Oliveira. Descer a Bordini e chegando na 24 de
outubro ir até o Parcão. Dar uma volta no Parcão e voltar praticamente no mesmo
caminho. Moleza não?
O percurso para chegar
até a Lucas de Oliveira é uma continuação do caminho até a praça da Encol. São
praticamente 6 km. Neste momento então vem a parte mais dramatica do treino:
Subir a Lucas. Essa subida deve ter uns 600M. Porém a inclinação é realmente
impressionante. Corri os primeiros 80 M e depois passei a andar. Mais ou menos
na metade tentei uma outra corridinha que não deve ter passado dos 80 M de
novo. Voltei a andar até chegar no topo. Para se ter uma idéia, nos 6 km até a
Lucas eu estava mantebdo um ritmo entre 5:30 e 5:40 min/km. No km 7 meu ritmo foi de 6:52min/km. Mais de
1 minuto mais lento. E isso que a ladeira só tem 600M. Vencida esta etapa veio
a alegria de descer a Bordini. A volta no Parcão é extremamente curta, com
apenas 1 KM. Na volta também teve a
lomba da Quintino que é um pouco menos íngreme porém mais longa que a da Lucas.
Também caminhei e fiz o km que passava pela lomba em 6:13 min/km. O resto foi
como a volta da Encol: Um percurso pouco plano, com muitas subidas e descidas.
Completei o treino de 15,5 KM em um tempo de 1:29:32.
Apesar de ser um treino
duro, foi um treino extremamente bom. A quebra de ritmo das ladeiras é muito
bom para trabalhar a parte psicológica e o retorno de ritmo após a caminhada. O
visual muda durante todo o percurso. Para se ter uma idéia, neste treino cruzei
5 ou 6 bairros. E ainda fiz uma volta no pequenino porém charmoso Parcão. Um
treino que vou lembrar durante um tempo e que penso em repetir na próxima vez que
estiver em Porto Alegre.
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