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Treinamento de Janeiro: Volume, Volume, Volume



           



Depois de um dezembro essencialmente de base e com alguns treinos de ritmo e velocidade no final do mês, eis que vem janeiro. Este mês vai ficar conhecido como o mês do volume. Se dezembro flertava em ser o mês que mais havia corrido na vida com seus 234 km, janeiro passou a ser o mês com maior km disparado: 329 km em 24 treinos. Realmente insano para quem corre na média de 140 à 160 por mês.

A estrutura de treino foi a mesma de dezembro: Um treino intervalado, um treino de ritmo, um longo e 2 ou 3 rodagens por semana. A grande dificuldade foi a recuperação entre os treinos. Encaixar 3 treinos “de qualidade” na semana e ainda ter as rodagens é muito duro. 

Lógico que existem várias abordagens de treinamento. Eu mesmo já treinei com inúmeras técnicas diferentes. Não sei ao certo mas acho que esse treinamento que estou fazendo tem como chave principal a fadiga. Fazer um treino de 26 KM e no dia seguinte uma rodagem de 9KM. Mas não para por aí: Após essa rodagem vai vir o dia com 5 tiros de 1KM No outro dia mais uma rodagem de 8 KM E na sequência mais um tempo run de 13 Km. É muito legal as diferenças de ritmo e estímulos. Mas também é muito cansativo. Mas acho que essa é a ideia desse treinamento, treinar a exaustão para simular a fadiga que será sentida no final da prova.

O legal destes treinamentos é ver como a evolução é rápida. No começo de janeiro, fiz um treino de tempo run ( esse que usei de exemplo no último parágrafo) de 13 KM com ritmo de 4:33 min/km. No fim do mês, fiz outro treino de tempo run, desta vez com 14,5 KM ( 1 milha a mais) e o pace de 4:29 min/km. Apesar de parecer pouca diferença, a ideia de se correr mais rápido por mais tempo é uma das essencias de qualquer treinamento de corrida.

Outro ponto que vale ressaltar é a condição física. Tive uma preocupação com o aumento repentino de volume e intensidade. Dobrar o volume mensal e ainda por cima a intensidade vai na completa contra-mão do recomendado. O que os livros dizem é um aumento gradual de algo em torno de 10% por semana. E ainda assim com intensidade mais baixa. O aumento de volume foi gradual. Mas com uma graduação bem maior que 10% por semana. E a intensidade de 2 treinos de velocidade por semana estava bem acima do padrão. Ainda assim, não tive nenhuma lesão.

 Nenhum tipo de desconforto a não ser o cansaço muscular pós treino. As vezes terminava com as pernas cansadas e pensava que não conseguiria correr no dia seguinte. Chegava o dia seguinte, as pernas continuavam cansadas, mas como era um treino de rodagem leve eu saia de casa com a sensação de que iria correr até onde fosse possível e que se ficasse ruim eu simplesmente poderia reduzir o ritmo ou até mesmo caminhar. Usando esse “truque”da mente consegui correr todos os treinos que me propus. E acho que esses treinos tem um lado mais psicológico do que físico para completar a maratona.

Esse, resumidamente foi o mês de janeiro. Um grande aumento no volume, com alguma intensidade. Foi bem cansativo, principalmente do ponto de vista mental, pois nào estava acostumado à esse volume de treino. Mas o objetivo é a maratona. Ninguém mandou eu correr ela, vou correr simplesmente porque eu quero um desafio. E se é para se desafiar, que se prepare para isto. Eu acredito que estou me preparando. Que venha fevereiro.





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