Já se vão 3 meses após
o término da maratona. E neste tempo, minha relação com este blog não tem sido
das melhores. Muitas ideias mas poucas execuções. Não sei o real motivo mas a
verdade é que desde o reset do meu computador minha inspiração ( ou vontade) de
sentar para escrever não foi a mesma. Pensei ou cheguei a começar a escrever
sobre os treinos do mês de fevereiro, o último treino longo antes da maratona
(32KM), em Aukland, extremamente exaustivo física e psicologicamente e a Wings
for Life 2018, a qual eu participei em Munich novamente. Destes talvez o único
que vire texto é a Wings e somente para que o relato não fique apenas perdido
na minha mente. Esse texto aqui é um resumão da sensação de cansaço / falta de
disposição para se correr enfrentado após o término da maratona.
A verdade é que escrever sobre o dia a dia é uma questão de timing. Quando você tem ideias durante a corrida e tem tempo para desenvolver um texto enquanto está correndo, aquele post parece fazer todo o sentido. Tentar resgatar sensações passadas até é possível, porém não tem tanta emoção envolvida como o texto feito na hora. Mas não adianta chorar sobre o leite derramado. Como se diz na corrida, treino perdido, treino esquecido ( já escrevi sobre isso) então move on.
Bem, a maratona foi dia 10 de março. Terminei com muitas câimbras conforme já relatei no post da maratona. No dia seguinte, fui para Porto Alegre aonde passei o resto das férias. A ideia era não correr nada por pelo ao menos 15 dias. A literatura sobre o pós prova é bem diversificada usa-se de 2 semanas até 1 mês sem nenhum treino de corrida. Um approach americano fala em 26 dias, 1 dia para cada milha da maratona.
Mas teoria é uma coisa e pratica é outra. Depois de 4 dias as câimbras já tinham melhorado mas ainda não sentia vontade de correr. Depois de uma semana acordei cedo e com disposição e sai para um trote de 30 minutos. Apesar de curto foi um treino extremamente cansativo. As pernas sentiram no final que ainda não estavam preparadas para o retorno às ruas. O mais impressionante, e que se repetiu nos treinos seguintes, foi o batimento cardíaco. Como meu relógio da o batimento no pulso, acabo usando sempre como referência o batimento. Nos últimos treinos antes da maratona, uma rodagem entre 40 e 45 minutos em Doha o batimento médio era de 127 BPM, tendo como máximo 138 BPM. Neste primeiro treino, o batimento médio foi a 132 BPM e o máximo chegou a 153 BPM.
Claro que existem alguns problemas nesta equação: Primeiro a temperatura em Porto Alegre estava bem alta. Segundo o Garmin connect, que usa informação da estação mais próxima, 24 graus. Nos treinos em Doha pré maratona a temperatura era na casa dos 17 graus. Depois o terreno: enquanto os treinos em Doha eram planos como uma panqueca, em Porto Alegre várias lombas faziam parte do percurso, o que afeta principalmente a frequência máxima. Havia ainda a alimentação: enquanto no pré prova eu vinha regulando a quantidade e qualidade do que eu comia, após a prova entrei de “ férias alimentares” comendo tudo o que tinha me privado antes. E claro que regado a muita cerveja.
Ainda fiz mais um treino em Porto Alegre, 3 dias depois do primeiro. Foi um pouco mais longo ( 40 minutos) e com um nível de cansaço igual ao primeiro. De volta a Doha, fiz um treino no meu “ circuito padrão “: plano, porém já com uma temperatura de 27 graus. O batimento médio neste treino:146 BPM.
A verdade é que escrever sobre o dia a dia é uma questão de timing. Quando você tem ideias durante a corrida e tem tempo para desenvolver um texto enquanto está correndo, aquele post parece fazer todo o sentido. Tentar resgatar sensações passadas até é possível, porém não tem tanta emoção envolvida como o texto feito na hora. Mas não adianta chorar sobre o leite derramado. Como se diz na corrida, treino perdido, treino esquecido ( já escrevi sobre isso) então move on.
Bem, a maratona foi dia 10 de março. Terminei com muitas câimbras conforme já relatei no post da maratona. No dia seguinte, fui para Porto Alegre aonde passei o resto das férias. A ideia era não correr nada por pelo ao menos 15 dias. A literatura sobre o pós prova é bem diversificada usa-se de 2 semanas até 1 mês sem nenhum treino de corrida. Um approach americano fala em 26 dias, 1 dia para cada milha da maratona.
Mas teoria é uma coisa e pratica é outra. Depois de 4 dias as câimbras já tinham melhorado mas ainda não sentia vontade de correr. Depois de uma semana acordei cedo e com disposição e sai para um trote de 30 minutos. Apesar de curto foi um treino extremamente cansativo. As pernas sentiram no final que ainda não estavam preparadas para o retorno às ruas. O mais impressionante, e que se repetiu nos treinos seguintes, foi o batimento cardíaco. Como meu relógio da o batimento no pulso, acabo usando sempre como referência o batimento. Nos últimos treinos antes da maratona, uma rodagem entre 40 e 45 minutos em Doha o batimento médio era de 127 BPM, tendo como máximo 138 BPM. Neste primeiro treino, o batimento médio foi a 132 BPM e o máximo chegou a 153 BPM.
Claro que existem alguns problemas nesta equação: Primeiro a temperatura em Porto Alegre estava bem alta. Segundo o Garmin connect, que usa informação da estação mais próxima, 24 graus. Nos treinos em Doha pré maratona a temperatura era na casa dos 17 graus. Depois o terreno: enquanto os treinos em Doha eram planos como uma panqueca, em Porto Alegre várias lombas faziam parte do percurso, o que afeta principalmente a frequência máxima. Havia ainda a alimentação: enquanto no pré prova eu vinha regulando a quantidade e qualidade do que eu comia, após a prova entrei de “ férias alimentares” comendo tudo o que tinha me privado antes. E claro que regado a muita cerveja.
Ainda fiz mais um treino em Porto Alegre, 3 dias depois do primeiro. Foi um pouco mais longo ( 40 minutos) e com um nível de cansaço igual ao primeiro. De volta a Doha, fiz um treino no meu “ circuito padrão “: plano, porém já com uma temperatura de 27 graus. O batimento médio neste treino:146 BPM.
Ainda que irregular,completei o mês de março com 110
km. Claro que deve-se levar em consideração que só na maratona foram 42 KM. Mas
consegui o meu objetivo de ficar acima de 100KM por mês.... no mínimo. Porém chegou abril, e com ele aquela falta de
disposição para correr. Foi um mês com apenas 11 treinos e 96 KM ( menos que o
meu objetivo mínimo). O detalhe é que
foram apenas 4 treinos em Doha, ou seja estava faltando motivação para correr
no quintal de casa. O mea culpa é que a temperatura já estava rondando os 30+, sim
é uma desculpa, sim, e sim ela é válida.
Mas afinal, porque essa falta de motivação? Acredito
haverem vários motivos, alguns fisiológicos e outros pessoais. No meu caso,
completei a maratona aquém do que eu gostaria ( ou considero possível) mas
ainda assim tendo atingido o objetivo principal de correr abaixo de 3:30. Eu só
penso em fazer outra maratona no ano que vem. Isso porque para mim é muito
difícil treinar outdoor no verão de Doha. Então fico com a sensação de que “o
ano acabou”, pois o principal objetivo já foi atingido. E foi em março. Além
disso, o estímulo para sair para correr com mais de 30 graus diminui
proporcionalmente com o aumento de temperatura. Hoje está 44 graus. Faça os cálculos
para saber o meu nível de disposição. Desta forma vou tentando manter meu condicionamento
no mínimo aceitável. Coloquei 100 KM como uma meta para os meses de verão e
tento correr nos pernoites e só corro em Doha em caso de estar por mais de 3 dias em casa.
Para compensar maio foi um mês bem melhor. Começou com
férias e 2 treinos em Berlin ( nem tinha pensado nisto, mas posso fazer um post
sobre esses treinos) e depois um em Munich logo antes da Wings for Life. Aqui
um spoiler: Na wings for life, ainda que destreinado, completei 27 km ( pace 5:00km/min) antes do carro me
pegar. O resultado, ainda que 3 km a menos que no ano passado, considerei
excelente tendo em vista a falta de regularidade nos treinamentos após a maratona.
Na semana seguinte a wings fiz apenas um treino e nas semanas posteriores
voltei a rodar em média de 30 e poucos km por semana.
Resumindo então o pós maratona: Março foram poucos
treinos mas fazia parte do planejamento pós maratona. Abril foi o mês em que o
desistímulo veio com mais força e acabei por fazer poucos treinos. Maio começou
bem, teve a Wings, que foi um belo estímulo, e depois voltei a treinar com mais
regularidade. Aqui vale um adendo: Muito das corridas de maio se devem a
escala: Como tive alguns voos longos com pernoites em lugares com bom clima
para correr, acabou por tornar a minha vida de corredor mais fácil.
A conclusão que chego ao fim deste longo texto é que
ter um objetivo de outra prova é um bom estímulo. Neste caso, a prova era perfeita
pois como não tinha linha de chegada, bastava eu correr o que fosse possível.
Outro estímulo está na condição climática,. Com temperaturas amenas ( ou pelo
menos não demasiamente quente) fica mais fácil achar estímulo para correr. De
uma forma geral posso dizer que o meu pós maratona não foi muito traumático e
que não considero nenhum tipo de loucura já pensar em outra. Agora que o
desistímulo já passou, é só aguentar o verão, ir correndo quando for possível e
começar a pensar na próxima temporada ( lá para o fim do ano).
Keep Running
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