Já está virando uma tradição de maio. Este é o mês que pelo quinto ano
acontece a Wings for Life. Para quem não lembra ou não leu o texto do ano
passado, Wings for Life é aquela corrida patrocinado pela Red Bull e que não
tem linha de chegada ( Um carro parte 30 minutos depois iniciada a corrida e
vai aumentando a velocidade gradativamente. Quando ele te ultrapassa, a corrida
acabou para você).
A corrida acontece simultaneamente em diversos países. Ano passado tinha corrido em Munich e a ideia era correr em um outro país esse ano. Porém como demorei para decidir onde correr quando fui me inscrever a corrida já estava esgotada em todos os lugares na Europa, com exceção a Munich. Isso acontece porque alguns lugares tem uma limitação logística para agrupar tantos corredores. Como Munich o percurso atravessa grandes avenidas, acaba permitindo-se um número maior de participantes. E assim voltei a Munich!
E mesmo sendo minha terceira corrida em Munich ( Já tinha corrido a Wings ano passado e a meia maratona em 2014) é uma cidade que sempre é bom retornar. Além dos belos lugares para se visitar, ainda existem as cervejas é claro. E são tantas que cada vez que volto encontro uma cervejaria nova. Esse ano descobri a Giesinger e a Schiller Braus. Ambas muito boas e fora do “ roteiro turístico “.
Mas essa aqui não é uma história de cerveja ( ainda), mas sim de corrida. A largada aconteceu no OlimpikPark, o mesmo local do ano passado. A grande diferença estava por conta da temperatura. Enquanto em 2017 estava 11 graus e chovendo, este ano o clima era de torrar alemão : 25 graus e muito sol.
Como a corrida larga simultaneamente no mundo inteiro, o horário destinado a Alemanha era 1 da tarde. Seria um excelente horário em condições normais. Mas com a temperatura que estava não parecia tão legal assim. Mas corrida é assim mesmo: Em março estava correndo em Washington com zero graus. Corrida é adaptação às adversidades. E por isso é que é tão legal.
Minha disposição na largada era zero. Vinha do meu período pós maratona, e com isso não estava correndo nada, ou quase nada. Não gosto de participar de provas assim.O calor só me aumentava a vontade de parar no bar para beber cerveja. Em contra partida é uma corrida que não tem uma distância definida. Correr 12 KM ou 25KM vai simplesmente da sua disposição. E por isso era a prova perfeita para fazer após a maratona: Uma vez que cansasse, era só parar. Simples assim.
Assim como no ano passado, a largada é muito lenta. Muita gente que não corre mas quer participar da causa ( todo o dinheiro arrecadado vai para a pesquisa da cura da doença na medula espinhal ). As trilhas pelo belo OlimpikPark não são muito largas, o que acaba por dificultar os corredores mais rápidos ultrapassarem os mais lentos. Mas para mim está bom. Vou correndo tranquilão admirando a paisagem.
Depois de uns 2 ou 3 km por dentro do parque, a corrida entra em uma larga avenida e os corredores começam a ter mais espaço.o percurso é o mesmo do ano passado com apenas 1 diferença: Antes entrávamos no parque Fusslgraben. Agora passamos apenas tangenciando ele. Não sei ao certo, mas acho que essa mudança deve-se ao fato de no ano passado por causa da chuva, as trilhas por este parque de tornaram enlamaçada e escorregadias.
Entro no ritmo da corrida lá pelo km 7. Vou mantendo um ritmo bem constante de 5 minutos por km. O grande problema é o calor. Além da alta temperatura o percurso quase não tem sombra. Para piorar um pouco mais, os postos de hidratação que deveriam ser a cada 5 km, por algum motivo estão separamos por uma distância maior do que esta.
No km 10 já apresento uma pequena vontade de correr. Isso acontece porque calor diminui um pouco por causa da sombra, e começo a ficar contagiado pelo astral da corrida. Se fosse para dar uma nota no minha disposição, de zero a dez acho que a nota seria 5. Traço como objetivo inicial completar os 21 KM.
A corrida vai desenvolvendo bem. O ritmo mantido parece um relógio de tão preciso. O calor continua incomodando. Ainda assim, minha disposição está aumentando. Isso é outra característica muito legal da corrida: a sua disposição vai variando ( para bom e para ruim) durante todo o percurso. E você tem que administrar isso.Aquela disposição que era zero agora já está em 7,5.
Passo o KM 21 em 1 hora e 45 minutos : exatamente 5 min/km. Sei que se conseguir manter esse ritmo vou correr até o km 27 antes do carro me pegar. As pernas começam a sentir o cansaço acumulado da maratona: Desde a maratona não fiz nenhum treino acima de 12 KM. Resolvo aceitar o desafio é tentar chegar até o km 27 antes de ser capturado pelo carro.
O legal desta corrida é que se eu “ quebrar” ( reduzir muito o ritmo que venho mantendo) e for pego no km 25, tudo bem. E sendo assim, continuo correndo, mas sem nenhum foco, pressão ou concentração. Corro apenas pelo prazer de correr, enquanto for possível e na velocidade que for possível. Neste momento o que mais pesa a meu favor é a minha disposição que nesta hora atinge o seu ápice de 10.
Vou correndo sem me preocupar muito com o relógio. Estou fazendo o melhor que posso fazer sem me estressar e me divertindo. E assim sigo pelas belas trilhas de bicicleta de Munich. Passo pela placa de 25 KM e começo a ouvir a agitação da aproximação do carro lá no fundo. Apesar disso, não acelero o pace, continuo no meu ritmo. Até poderia acelerar aqui e correr por mais 500 metros ou 1 KM. Mas opto pela diversão que é a principal característica desta corrida. Acabo sendo ultrapassado pela BMW com 27,08 KM em 2:14:20.
A corrida acontece simultaneamente em diversos países. Ano passado tinha corrido em Munich e a ideia era correr em um outro país esse ano. Porém como demorei para decidir onde correr quando fui me inscrever a corrida já estava esgotada em todos os lugares na Europa, com exceção a Munich. Isso acontece porque alguns lugares tem uma limitação logística para agrupar tantos corredores. Como Munich o percurso atravessa grandes avenidas, acaba permitindo-se um número maior de participantes. E assim voltei a Munich!
E mesmo sendo minha terceira corrida em Munich ( Já tinha corrido a Wings ano passado e a meia maratona em 2014) é uma cidade que sempre é bom retornar. Além dos belos lugares para se visitar, ainda existem as cervejas é claro. E são tantas que cada vez que volto encontro uma cervejaria nova. Esse ano descobri a Giesinger e a Schiller Braus. Ambas muito boas e fora do “ roteiro turístico “.
Mas essa aqui não é uma história de cerveja ( ainda), mas sim de corrida. A largada aconteceu no OlimpikPark, o mesmo local do ano passado. A grande diferença estava por conta da temperatura. Enquanto em 2017 estava 11 graus e chovendo, este ano o clima era de torrar alemão : 25 graus e muito sol.
Como a corrida larga simultaneamente no mundo inteiro, o horário destinado a Alemanha era 1 da tarde. Seria um excelente horário em condições normais. Mas com a temperatura que estava não parecia tão legal assim. Mas corrida é assim mesmo: Em março estava correndo em Washington com zero graus. Corrida é adaptação às adversidades. E por isso é que é tão legal.
Minha disposição na largada era zero. Vinha do meu período pós maratona, e com isso não estava correndo nada, ou quase nada. Não gosto de participar de provas assim.O calor só me aumentava a vontade de parar no bar para beber cerveja. Em contra partida é uma corrida que não tem uma distância definida. Correr 12 KM ou 25KM vai simplesmente da sua disposição. E por isso era a prova perfeita para fazer após a maratona: Uma vez que cansasse, era só parar. Simples assim.
Assim como no ano passado, a largada é muito lenta. Muita gente que não corre mas quer participar da causa ( todo o dinheiro arrecadado vai para a pesquisa da cura da doença na medula espinhal ). As trilhas pelo belo OlimpikPark não são muito largas, o que acaba por dificultar os corredores mais rápidos ultrapassarem os mais lentos. Mas para mim está bom. Vou correndo tranquilão admirando a paisagem.
Depois de uns 2 ou 3 km por dentro do parque, a corrida entra em uma larga avenida e os corredores começam a ter mais espaço.o percurso é o mesmo do ano passado com apenas 1 diferença: Antes entrávamos no parque Fusslgraben. Agora passamos apenas tangenciando ele. Não sei ao certo, mas acho que essa mudança deve-se ao fato de no ano passado por causa da chuva, as trilhas por este parque de tornaram enlamaçada e escorregadias.
Entro no ritmo da corrida lá pelo km 7. Vou mantendo um ritmo bem constante de 5 minutos por km. O grande problema é o calor. Além da alta temperatura o percurso quase não tem sombra. Para piorar um pouco mais, os postos de hidratação que deveriam ser a cada 5 km, por algum motivo estão separamos por uma distância maior do que esta.
No km 10 já apresento uma pequena vontade de correr. Isso acontece porque calor diminui um pouco por causa da sombra, e começo a ficar contagiado pelo astral da corrida. Se fosse para dar uma nota no minha disposição, de zero a dez acho que a nota seria 5. Traço como objetivo inicial completar os 21 KM.
A corrida vai desenvolvendo bem. O ritmo mantido parece um relógio de tão preciso. O calor continua incomodando. Ainda assim, minha disposição está aumentando. Isso é outra característica muito legal da corrida: a sua disposição vai variando ( para bom e para ruim) durante todo o percurso. E você tem que administrar isso.Aquela disposição que era zero agora já está em 7,5.
Passo o KM 21 em 1 hora e 45 minutos : exatamente 5 min/km. Sei que se conseguir manter esse ritmo vou correr até o km 27 antes do carro me pegar. As pernas começam a sentir o cansaço acumulado da maratona: Desde a maratona não fiz nenhum treino acima de 12 KM. Resolvo aceitar o desafio é tentar chegar até o km 27 antes de ser capturado pelo carro.
O legal desta corrida é que se eu “ quebrar” ( reduzir muito o ritmo que venho mantendo) e for pego no km 25, tudo bem. E sendo assim, continuo correndo, mas sem nenhum foco, pressão ou concentração. Corro apenas pelo prazer de correr, enquanto for possível e na velocidade que for possível. Neste momento o que mais pesa a meu favor é a minha disposição que nesta hora atinge o seu ápice de 10.
Vou correndo sem me preocupar muito com o relógio. Estou fazendo o melhor que posso fazer sem me estressar e me divertindo. E assim sigo pelas belas trilhas de bicicleta de Munich. Passo pela placa de 25 KM e começo a ouvir a agitação da aproximação do carro lá no fundo. Apesar disso, não acelero o pace, continuo no meu ritmo. Até poderia acelerar aqui e correr por mais 500 metros ou 1 KM. Mas opto pela diversão que é a principal característica desta corrida. Acabo sendo ultrapassado pela BMW com 27,08 KM em 2:14:20.
Foram exatamente 3 KM a
menos que no ano passado. Porém tem que se considerar que este ano além de eu
vir pouco treinado devido ao pós maratona, a condição climática também não
ajudou em nada. Tendo isso em mente acho que foi uma excelente performance.
Ainda que a performance não seja o forte desta corrida e sim a diversão. E
neste quesito, a Wings for life é imbatível. Espero encontrar novamente com a
Wings for Life em algum lugar pelo mundo, mesmo que seja em Munich!!
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