Já corro a 15 anos. Desde o começo mantenho meus treinos catalogados de alguma forma: inicialmente anotava em uma agenda, depois tive algumas planilhas e nos últimos anos o GPS tem feito essa missão com uma precisão e um nível de informação ao qual eu jamais imaginaria. Em todos esses anos apenas em um, 2015, eu ultrapassei a marca de 2000 km no ano. Pois acabou de acontecer de novo: no dia 13 de dezembro, completei um treino que indicava tal façanha.
Passar de 2000 km no ano é um marco. Significa correr em média 166 km por mês ou 41,5 km por semana. Como existem semanas que em que se vai correr bem menos do que isso, atingir essa marca quer dizer ter uma regularidade no longo prazo.
Sinceramente, não lembro como atingi essa marca em 2015. Mas lembro de ter escrito sobre tal feito. Como na época treinava para atingir o tempo da meia maratona abaixo de 1:30, pode ter sido um treinamento com alto volume durante parte do que tenha levado à tal marca.
Esse ano é bem fácil saber o motivo: como estava treinando para maratona em março, janeiro e fevereiro foram meses de grandes volumes ( 329 km e 325 km respectivamente). É verdade também que no pós maratona o volume caiu bem : em março foram 129 km ( incluindo os 42 km da maratona) e em abril foi o mês com menor volume do ano: 96 km.
Para me manter motivado no verão, tenho uma meta de correr pelo menos 100 km no mês. Normalmente corro nos pernoites e acabo por fazer uns 5 ou 6 treinos em Doha - esses treinos são em ritmo confortável ( o que no verão significa um pace de 5:40 - 5:50) no “ percurso padrão “ que tem 8,5 km. Detalhe: nesses treinos, devido à dificuldade de achar estímulo para sair de casa, abro uma exceção para se correr ouvindo música. Realmente o treino fica mais fácil.
Então resumindo: tive um início de ano frenético por “ culpa” da maratona. Reduzi o ritmo nos meses seguintes mas não tanto assim. Até mesmo porque tiveram férias e muitos pernoites que me permitiram correr. O resultado foi esse volume que na verdade não faz diferença nenhuma mas que ajuda a aumentar o ego.
Neste ano corri uma Meia ( Doha em janeiro), uma maratona ( Washington em março ) a Wings for Life ( Munich em maio) e um 10 km ( Doha em novembro).
Para mim o ideal seria ter corrido mais 2 meias e 1 ou 2 provas de 10 km. Mas ainda assim considero o ano extremamente positivo.
A melhor parte de tudo isso é que continuo curtindo correr. O ano tem fases baseadas muito nas condições climáticas, mas ainda assim tenho conseguido manter o foco e a rodagem no verão para ter uma boa base quando for treinar especificamente para alguma prova no inverno. Tem funcionado assim e que venha 2019, com todos os desafios e km a serem percorridos
Keep Running
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