Gosto de pensar nos fatores que afetam uma corrida.
Temperatura, umidade, altitude, tipo de terreno. Esses são os mais normais. Mas
ainda tem os fatores “ pessoais” que variam com o dia e a fase do treinamento
em que se está. Na verdade, acredito que se a pessoa conseguir melhorar os seus
pontos fracos ( e isso é individual), vai consegui correr melhor. O
autoconhecimento e a busca de métodos para melhorar a performance são os pontos
chaves.
Semana passada passei por uma experiência bem interessante: Corri na altitude de Quito e dois dias depois no calor do Panamá. Duas adversidades bem diferentes e que me levaram a reflexão: o que é mais difícil. Logicamente essa definição de “ mais difícil” é sob o meu ponto de vista. Eis as diferenças :
Antes de começar um background: Todas às corridas faziam parte de um voo cargueiro longo. Começou em com o já conhecido 14 km de muita subida e descida de Luxemburgo. Depois teve uma rodagem em Guarulhos e um longão de 22 km em Buenos Aires ( que voo!! Vale até um post sobre ele. Vou pensar a respeito). Depois disso cheguei a Quito.
A corrida em Quito, como a grande maioria, foi ao amanhecer. A temperatura era de agradáveis 12 graus que devido à baixa umidade nem parece tão frio. O percurso é uma longa e bem conservada estrada que leva o aeroporto até a cidade. Tudo perfeito. O grande desafio porém, estava na altitude: 8000 pés acima do nível do mar. A altitude torna o ar mais rarefeito e dificulta a respiração. Sem estar acostumado o bom senso diz para fazer apenas uma rodagem leve nesta condições. Como 80% dos meus treinos estão sendo leves ( vou escrever sobre isso também ) era apenas mais do mesmo.
Os primeiros 20 minutos de corrida são agradáveis. O fator altitude ainda não bateu e a temperatura perfeita ajuda. Depois desses 20 minutos começo a perceber a respiração um pouco mais ofegante. Nada perto de um treino de ritmo muito menos um intervalado. A estrada tem uma descida no km 4. Essa descida logo vira subida pois o retorno é pelo mesmo percurso. Depois de estabilizar a respiração o treino continua normalmente e para ser bem sincero até esqueço que estou correndo em altitude. Completo 9 km no tempo de 51:41. O batimento cardíaco médio é de 137.
No dia seguinte( domingo) faço outro treino em Quito, desta vez um pouco mais curto (6,5km). Segunda feira é dia de se deslocar para o Panamá. Na terça pela manhã: Corridinha leve. No Panamá a corrida tem que ser cedo. O certo seria até antes do nascer do sol, mas como não gosto de correr no escuro em lugares que não conheço, saio assim que o sol aparece no horizonte. Escolho correr num calçadão na beira da baía. Esse calçadão fica a 2 km do hotel e quando chego lá percebo que estou no lugar certo: Há dezenas de corredores. Apesar de belo a temperatura em elevação somada a alta umidade fazer a corrida ser dura. No fim das contas consigo completar 10 km em 56:30. O batimento cardíaco médio fica em 152.
Semana passada passei por uma experiência bem interessante: Corri na altitude de Quito e dois dias depois no calor do Panamá. Duas adversidades bem diferentes e que me levaram a reflexão: o que é mais difícil. Logicamente essa definição de “ mais difícil” é sob o meu ponto de vista. Eis as diferenças :
Antes de começar um background: Todas às corridas faziam parte de um voo cargueiro longo. Começou em com o já conhecido 14 km de muita subida e descida de Luxemburgo. Depois teve uma rodagem em Guarulhos e um longão de 22 km em Buenos Aires ( que voo!! Vale até um post sobre ele. Vou pensar a respeito). Depois disso cheguei a Quito.
A corrida em Quito, como a grande maioria, foi ao amanhecer. A temperatura era de agradáveis 12 graus que devido à baixa umidade nem parece tão frio. O percurso é uma longa e bem conservada estrada que leva o aeroporto até a cidade. Tudo perfeito. O grande desafio porém, estava na altitude: 8000 pés acima do nível do mar. A altitude torna o ar mais rarefeito e dificulta a respiração. Sem estar acostumado o bom senso diz para fazer apenas uma rodagem leve nesta condições. Como 80% dos meus treinos estão sendo leves ( vou escrever sobre isso também ) era apenas mais do mesmo.
Os primeiros 20 minutos de corrida são agradáveis. O fator altitude ainda não bateu e a temperatura perfeita ajuda. Depois desses 20 minutos começo a perceber a respiração um pouco mais ofegante. Nada perto de um treino de ritmo muito menos um intervalado. A estrada tem uma descida no km 4. Essa descida logo vira subida pois o retorno é pelo mesmo percurso. Depois de estabilizar a respiração o treino continua normalmente e para ser bem sincero até esqueço que estou correndo em altitude. Completo 9 km no tempo de 51:41. O batimento cardíaco médio é de 137.
No dia seguinte( domingo) faço outro treino em Quito, desta vez um pouco mais curto (6,5km). Segunda feira é dia de se deslocar para o Panamá. Na terça pela manhã: Corridinha leve. No Panamá a corrida tem que ser cedo. O certo seria até antes do nascer do sol, mas como não gosto de correr no escuro em lugares que não conheço, saio assim que o sol aparece no horizonte. Escolho correr num calçadão na beira da baía. Esse calçadão fica a 2 km do hotel e quando chego lá percebo que estou no lugar certo: Há dezenas de corredores. Apesar de belo a temperatura em elevação somada a alta umidade fazer a corrida ser dura. No fim das contas consigo completar 10 km em 56:30. O batimento cardíaco médio fica em 152.
2 treinos com adversidades completamente diferentes
vem a pergunta: Qual que eu prefiro? Só pela média de batimento cardíaco já
seria fácil responder essa: a altitude me desgastou extremamente menos do que o
calor. E essa comparação se torna bastante interessante pois ambos os treinos
foram feitos em ritmo confortável ( 5:35 em Quito e 5:29 no Panamá), ou seja ainda
que não tenha o hábito de correr em altitude, foi mais fácil do que o tão
conhecido calor.
A conclusão desta “experiência”é a seguinte: Ainda que
exista uma facilidade maior de adaptar o corpo a altitude comparado ao calor, o
mais importante é a capacidade de superar as adversidades e manter o corpo em
constante evolução. Eu gosto de pensar que apesar de existir uma desvantagem de
correr em Doha durante boa parte do ano devido a temperatura, existe a
compensação de uma variadade incrível de pernoites diferentes e possibilidade
de explorar lugares que eu nunca tinha pensado antes. E assim sigo correndo e
explorando o mundo.
Comentários