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Pandemia Que Não Acaba


   


2020 continua sendo um ano difícil.  A pandemia parece não ter data para acabar. Apesar de alguns laboratórios já estarem com a vacina em estagio bem avançado, ainda não se tem um veredicto final de quando vai se ter vacina. E mesmo que a vacina fique pronta; tem ainda que distribuir essa vacina pelo mundo o que é outro desafio logístico.

Ainda que a taxa de mortalidade seja relativamente baixa, alguns países permanecem fechados e/ou em lockdown. Ou seja em diversas localidades não é permitido nem sair do hotel. Como se não fosse suficiente a própria companhia desestimula sair do hotel. Toda essa historia  para dizer que correr durante os (poucos) pernoites é praticamente impossível.

Bem mas a temperatura está melhorando em Doha certo? Certo!! A umidade ainda é alta porém já é bem possível fazer algumas corridinhas. Mas ainda assim não tem sido fácil. E o motivo é simples: Falta de motivação. Explico. Para aproveitar o bom clima do Qatar no fim do ano, tenho buscados as provas principais entre março e abril e desta forma o treinamento começa entre o fim de novembro e começo de dezembro.

Entretanto com a incerteza sobre a vacina, várias organizadores de corrida tem feito a opção de nem publicar ou adiar a data das provas. Concordo com a posição deles: Organizar uma prova requer inúmeros contratos com fornecedores, fechamento de ruas e preparação para a prova. No caso de cancelamento da prova devido a pandemia, grande parte dos gastos da organização não conseguem ser recuperados. Ainda que seja triste ainda é a atitude mais sensata no momento.

Além da grande maioria das provas estar cancelada, ainda que se conseguisse encontrar uma prova ainda haveria um outro problema: A quarentena. Para se entrar no Qatar hoje, tem que se fazer uma quarentena de 15 dias, podendo ser uma semana no hotel e uma semana em casa ou duas semanas em casa, dependendo do risco do  país que se está vindo. Isso significa que se ficasse uma semana fora ( considerando que o país a se entrar não necessitasse quarentena) precisaria de mais 2 semanas, ou seja um total de 3 semanas de férias para poder usufruir uma semana fora. Praticamente inviável.

Tudo isso para justificar o desestimulo dos treinos. Estando no final de novembro estaria agora começando a fase de base do ciclo, onde o volume iria aumentando progressivamente. Entretanto sem prova á vista, está bem difícil aumentar o volume de 2 para 3 vezes rodagens simples ( 9 km) na semana. Em compensação, os treinos do P90X3 vão muito bem obrigado. Depois que acabei o P90X, fiquei algumas semanas treinando com o P90X plus. Tinha bastante regularidade mas não um planejamento de que tipo de treino executar a cada dia. No fim de outubro iniciei o P90X3. Agora estou no final da quinta semana e gostando.

Para mim o P90X3 tem funcionado como um “mal necessário”. Definitivamente não sou grande fã da academia. Entendo sua importância, seus benefícios mas está longe de ser a preferência. A vantagem é que além de serem apenas 30 minutos, a grande maioria dos exercícios usa o próprio corpo e uma barra. Isso facilita o exercício nos quarto de hotel durante os pernoites.

E assim, neste ano completamente maluco e atípico, vou correndo um pouco menos, malhando um pouco mais e me mantendo em movimento sempre. O objetivo agora é voltar a atingir os 100 km de corrida mensais ( meta que não foi atingida em setembro e outubro com 77KM e 59 KM respectivamente) continuar com o P90X3, que por ser curto não é tão difícil assim, e esperar. Esperar por uma vacina, Esperar a volta das provas, esperar o reestabelecimento da normalidade. Enquanto isso não acontece, continuo correndo e fazendo exercícios. Com a melhora da temperatura é bem capaz que eu volte a correr mais vezes por semana e mais distâncias. Ainda assim, isso é muito diferente de treinar com uma  planilha mais exigente,  vários treinos intervalados, longos e muita rodagem. Mas aos poucos vamos seguindo em frente.

Keep Running

 


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