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Aos trancos e barrancos me voy

 



                                                                                                                                                              

                                                

                                                                                                            






Já faz um tempo que não passo por essas bandas blogueiras daqui. A razão para tal sumiço é a pandemia, que insiste em não acabar. Quer dizer, a vacina já existe ( tomei a minha em março )e está distribuída em larga escala em muitos países, principalmente os desenvolvidos. Mas os governos parecem buscar um perfeccionismo utópico, e ficam criando bloqueios para evitar o fim da pandemia. Um dos resultados é um mundo com poucas corridas de rua e muita burocracia para ingressar na maioria dos países.

Até maio corri bastante na rua, principalmente em Doha. Já estava quente, mas conforme o sol nascia cada dia mais cedo eu adaptava a corrida para mais cedo também. Cheguei a iniciar a corrida as 5 da manhã.

A partir de junho já sabia que não haveria cedo que bastasse para compensar o calor. Assim como ano passado, sabia que precisava criar uma alternativa para as corridas. Ano passado foi o P90X. Foi uma excelente opção para a época. Entretanto, com mais voos com pernoite neste ano, tinha que achar uma nova atividade para o verão. Comprei uns pesos desses que pode colocar e tirar anilhas dependendo do exercício. O peso de 15 kg em cada barra pode ser pouco para alguns exercícios de perna mas é o suficiente para a maioria dos exercícios de braço. Consegui na internet um programa de 4 dias sendo 2 dias para braço e 2 dias para perna. O programa è do site www.bodybuilding.com e é completamente gratuito.

Apesar de me programar para musculação, contei com mais sorte do que juízo. Em junho tive um voo cargueiro grande, além de outros voos para EUA e Europa, onde foi possível correr nos pernoites. Completei 164 km em junho além de tentar manter a musculação fosse nos hotéis ou em Doha. Lembrando que o objetivo do verão são 100 km por mês

Em julho tive férias e fui para Porto Alegre. Lá, corri com friozinho excelente da época e cheguei a correr um dia com 2 graus. Foi um mês em que a musculação foi mais esquecida mas ainda assim corri 162 km.

Agora com agosto quase terminando talvez eu não consiga atingir a meta dos 100 km. Foram poucos voos com pernoites aonde se podia sair do hotel e em Doha é o ápice do calor e da umidade. Confesso que eu sou meio insistente: fiz 2 treinos em Doha com temperatura de 35 graus e umidade de 60-70%. A sensação térmica desses dias, segundo o Garmin, chegou na insanidade de 47C. Chega um ponto que até para um teimoso como eu fica difícil combater o calor.

Mas contando com a sorte para correr aqui, fazendo uma musculação acolá, vou me mantendo ativo. Com ou sem pandemia, o verão no oriente médio é intenso. Desde o ano passado, criei essa fórmula de musculação durante os meses mais quentes e apesar dos modelos diferentes vem sendo excelente. A decepção fica por conta da falta de provas, que causa um desânimo de mais treinamento no inverno ( na verdade até corri bastante distância neste inverno, mas com poucos treinos de intensidade ou mais longos, justamente pela falta de objetivo). Mas enquanto tem calor, tem restrição de sair em algumas localidades e não tem provas em um horizonte próximo, sigo aos trancos e barrancos, numa mistura de corrida, musculação e o principal objetivo de se manter ativo.

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