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Ostend

 

           

                                                                                                                                             

OST o que ? Ostend. É uma bela cidade praiana ao norte da Bélgica ( sim isso existe) com cara de cidade holandesa. É um novo destino cargueiro que nunca tinha ido antes. E se tem lugar novo, tem corrida nova.

Cheguei na madrugada e teria 2 noites na cidade, contando com a noite que cheguei. Por ser um destino novo me programei para correr 2 vezes, com 2 percursos diferentes. A temperatura de 20 graus e o tempo nublado animava uma corridinha, ainda que com bastante umidade. Decidi que faria uma corrida menor de uns 9 km no primeiro dia a tarde e outra um pouco mais longo na manhã seguinte. Com ajuda do aplicativo RunGo, descobri algumas possíveis rotas pela cidade. Agora bastava correr.

Deixei o hotel por volta de 4 da tarde. Neste primeiro treino, optei pela mais simples: correr a beira mar, já que a cidade conta com um calçadão costeando o litoral e o hotel está a apenas 2 quadras da praia.

Entretanto, esse calçadão é bem diferente do usual no Brasil; não existe uma faixa de carros entre residências ou restaurantes e o calçadão, como acontece por exemplo na zona sul carioca. Outra diferença é que a faixa de areia é bem extensa e de alguns pontos do calçadão, mal se vê o mar.

O calçadão é extremamente largo e consequentemente extremamente cheio, pelo menos nesta época de verão. E tem de tudo; restaurantes com mesas outdoor, pessoas caminhando com compras, famílias inteiras aproveitando o verão europeu e até umas bicicletas de aluguel de 4 pessoas nas quais os condutores não parecem ter muita intimidade com tal veículo.

Com este cenário, o início da corrida é conturbado, tendo que desviar de bastante gente ao longo do percurso. Mas depois de uns 2 km, o comércio começa a ficar mais escasso e consequentemente tem menos gente circulando, o que facilita a corrida. A contrapartida é a umidade alta, que não ajuda muito. Após completar pouco mais de 4 km, início o retorno, pelo mesmo trajeto.

Junto com o retorno, vem a chuva. Começa bem fraquinha, e é extremamente refrescante para o clima abafado. A sensação é de terem acionado um sprinter de jardim em cima de você. É quase um chuvisco, e as pessoas continuam andar pela rua como se nada tivesse mudado. Porém, depois de uns 10 minutos, a chuva resolve chegar de verdade. O chão de pedra começa a ficar um pouco escorregadio e passo a buscar a rua ou ainda uma parte de madeira em alguns trechos do calçadão. Adoro correr na chuva ( apesar de não gostar de começar a correr com chuva) e já fazia muito tempo que não pegava uma chuva mais forte pelo caminho. Então aproveito e continuo correndo. Outra grande vantagem da chuva é que as pessoas passam a buscar abrigo, o que faz o calçadão ficar vazio. Chego em frente ao hotel mas como já estou todo molhado mesmo e o clima está bom, resolvo correr um pouco mais. A uma quadra do hotel tem o pequeno parque Leopold.. Dou uma volta no parque e depois faço outra volta ao redor do lago. Completando 10 km, decido que já está bom por hoje e término meu treino. O percurso do Garmin é esse aqui:






No segundo treino preparei um percurso diferente. Início meu treino por volta das 8 da manhã e antes de completar 500 metros quem encontro? Sim, a chuva novamente. A título de curiosidade, todas as vezes que sai na cidade estava nublado e sem chuva. Só encontrei chuva exatamente durante as corridas.

Começo o treino pela beira mar ( mesmo caminho do dia anterior) depois de 1 km, pego uma rua que chega ao parque Maria HendrilkPark. Este parque é grande e tem diversas rotas internas. Algumas dessas rotas são trilhas, que não são muito boas para correr, especialmente estando molhadas. Sigo pelo caminho principal, que é asfaltado, e depois de completar uma volta, início uma segunda, desta vez contornando o lago, que é enorme e bonito. Saindo do parque vou em direção a cidade e antes de entrar no centro da cidade vou para o início do calçadão ( aonde não tinha corrido ainda) sigo na beira mar até saída para o hotel. Para não perder o costume, passo pelo hotel, entro no já conhecido Leopold park e faço uma volta por lá antes de retornar ao hotel e completar mais um treino. Total da fatura: Quase  14 km. E o mapinha do percurso para não perder o hábito está aqui:




Correr em um lugar novo sempre é divertido. É possível ver a arquitetura, apreciar a paisagem, pensar neste texto e muito mais. Com isso, a corrida passa mais rápido, e ainda por cima se tem mais uma história para contar. E foi assim com alguma chuva e com este constante senso explorador que completei mais uma aventura em mais uns novos percursos. Aguardando novas aventuras por aí, enquanto isso, keep running.

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