Pular para o conteúdo principal

No calor de Bali

                             
   

                         




                            

Vejam vocês como é essa vida de corredor. Um dos objetivos deste blog é contar corridas diferentes que faço por aí. Depois de muito tempo, fiz um voo para Bali e durante a corrida,fiquei pensando se já tinha escrito algum texto sobre tal destino. Ao pesquisar no blog, descobri que apesar de não ter escrito um texto sobre Bali, mencionava tal localidade como um dos top 5 em um texto de junho de 2017. Bem verdade que naquele texto peguei as últimas 5 corridas que tinham ganho uma estrela de favorito no Garmin. O critério para tal seleção era um treino com bom tempo, ou um lugar exótico, que é exatamente o caso de Bali. Mas isso é legal porque mostra o quanto podemos mudar como corredor ao longo do tempo. Então aqui vai o texto do treino em Bali e já fica como ideia um novo texto: o novo top 5.

Faz tempo desde a última vez que estive em Bali. Para se ter uma ideia, foi antes da pandemia. Bali é um destino turístico,com muitas praias que variam desde praias bem calmas até aquelas propícias para o surf. As primeiras vezes que vim a Bali corri na esteira ( na época que eu achava correr na esteira uma coisa normal). Depois comecei a correr na praia de Kuta, um lugar perto do aeroporto que era onde pernoitávamos.

Agora estamos ficando no hotel do aeroporto. Ainda que não ideal, pelo menos fica a 1 km da praia. Assim, após uma rápida consulta no Google Maps, descobri o percurso para chegar na praia, que é a mesma praia de Kuta.

Percurso traçado é hora de correr. Mas para correr em Bali tem que ser de manhã bem cedo, junto do nascer do sol. Isso porque por ser um lugar equatorial a temperatura já passa dos 26 graus e úmido. E não são nem 6 horas da manhã. A corrida começa saindo do aeroporto e passando por um imenso estacionamento. Pego uma rua em direção à praia e rapidamente estou lá. A parte mais desafiadora deste curto trecho de aproximadamente 1 km são os carros e motos. Não tem muito trânsito ( pelo menos neste trecho que eu corri) e andam bem devagar. Mas o grande problema é a tal da mão inglesa.

Chegando na praia o visual é bonito. De um lado um deck que é o acesso dos resort à praia, do outro lado o mar. É tudo bastante arborizado e ao longo da corrida cruzo com outros corredores porque este é o horário possível de se correr aqui. Apesar do calor, existe uma grande vantagem que é a brisa do mar. O percurso basicamente é uma reta onde o mar fica à esquerda e os resorts ou restaurantes ficam à direita.

Depois de 5 km e já bastante suado, começo o retorno pelo mesmo caminho da vinda. Outro detalhe ao longo do percurso são os cachorros. São centenas, mas eles não dão bola para você, apenas ficam por ali esperando alguém dar comida ( e sempre dão ) então não chegam a ser um problema, mas são muitos!!

Com 55 minutos de treino, completo pouco mais do que 10 KM. Suei a ponto de torcer minha camisa como se tivesse colocado dentro da água. E assim é correr em Bali. Foi uma corridinha bem legal, mas longe de ser um top 5. Só pelo critério de corridas exóticas ou lugares improváveis para se treinar.

E assim, vencendo o calor, aproveitando o visual, driblando os cachorros e me refrescando com a brisa do mar, sigo correndo nos 4 cantos do mundo e vou mantendo meu mantra : keep running.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Que Preguiça

                                                                                                      Todo fim de ano é a mesma rotina: escolhe prova para correr, começa o treinamento, aumenta o volume de treino, depois aumenta a velocidade, passa pela fase de polimento até chegar na prova alvo do ano. Com uma semana de férias em março, o ciclo de treinamento começou no final de dezembro. Desta vez escolhi usar a mesma planilha que usei em Osaka no ano passado, que tinha comprado na Internet por 10 dólares. É bem simples mas para o tempo pretendido da para o gasto. Mas o problema não é a prova, ou a planilha: o problema é o treino. Essa planilha tem algo como 55 treinos em 12 semanas. No ano passado perdi apenas 2 desses trein...

Mexico Mexico

                                                                                                                                                     Este é outro daqueles textos que deveriam ter sido escrito anos atrás, afinal este é exatamente o tipo de texto pelo qual este blog existe. A primeira vez que fui à Cidade do Mexico foi em 2006, ainda na Varig. Foi apenas um voo e não pensei em correr por lá pois na época ainda não tinha essa ideia de toda vez que vou para um lugar novo querer carimbar uma nova conquista com um treino, nem que seja curta. Fast forward para o ano de 2016. Volto ao México mas não vou para ru...

A Tal Resiliência

                          Muito falada, muito badalada, mas o que é realmente essa resiliência? Na definição pura e simples, significa ter a capacidade de se recuperar depois de uma adversidade. Em outras palavras, sair da zona de conforto e se adaptar. A resiliência pode aparecer em diversas situações ao longo da vida. Mas por se tratar de um blog de corrida, vou usar 2 exemplos meus na corrida. Meia maratona de Campinas. Já tem um texto aqui falando dela. Mas foi justamente escrevendo aquele texto que tive a ideia de fazer este. Após a meia maratona, tive um voo para Bogotá. Após um pequeno cochilo lá fui eu para o parque metropolitano Simon Bolívar. Uma rodagem de 9 KM com o ritmo bem tranquilo de 5:47 min/ km. Uma distância que percorro normalmente com um pace até abaixo do normal. Mas então, o que teve essa corrida de tão especial? O fato de ter corrido uma meia maratona no dia anterior e descansado pouco após...